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Aumenta número de caminhões quebrados na Washington Luís

De janeiro a março concessionária fez 426 atendimentos entre São Carlos e Matão. Pane mecânica é motivo mais comum.

| ACidadeON/São Carlos

Caminhão quebrado em rodovia do Estado -  Foto: arquivo/Wagner Souza

No primeiro trimestre deste ano, 426 caminhões apresentaram problemas mecânicos na Rodovia Washington Luís, no trecho entre São Carlos e Matão, segundo a concessionária que administra a via. O número representa aumento de 11% em relação ao mesmo período de 2018, quando 384 caminhões precisaram de atendimento mecânico. As informações foram divulgadas pela EPTV Central e pelo G1 São Carlos.

O levantamento mostrou que 53,5% das ocorrências foram provocados por pane mecânica, que poderia ser evitada com uma revisão periódica.

Segundo o caminhoneiro Adailton Cardoso a manutenção é fundamental. "Se você não fizer manutenção quebra mesmo, é uso constante, né?"

Número de caminhões parados na pista por problemas mecânicos aumentou na rodovia Washington Luís. Foto: Concessionária Triângulo do Sol/ Divulgação

Caminhoneiro veterano, Aparecido de Moura costuma ver muitos caminhões parados na pista e diz que isso atrapalha a vida de outros caminhoneiros e de todos os motoristas em geral.

"Tem alguns que atrapalham. Tem vezes que você consegue passar bem porque dá tempo dele estacionar, mas tem alguns que não dá. Fica a traseira ou a frente [do veículo] na pista. A concessionária põe aqueles cones e a gente tem que desviar , fica aquela fila que atrapalha o trânsito", afirmou.

Frota antiga  

De acordo com o assessor da Federação dos Transportadores Autônomos de São Paulo, Haroldo Araújo Christensen, a frota é antiga, o que causa risco de acidentes e gera incômodos para os caminhoneiros.   

Rodovia Washington Luís entre São Carlos e Matão - Foto: arquivo


"A média de ano dos caminhões é de 25 a 30 anos. O caminhão velho dá mais manutenção e traz problemas não só para o veículo, mas também para o motorista. Ele esquenta muito, os bancos não são confortáveis, a dirigibilidade é dificultada, e é mais lento, o que leva o motorista a trabalhar mais horas para cumprir a demanda", afirmou.

Para Christensen é necessário facilitar o crédito para que o caminhoneiro possa trocar o caminhão por um novo.

"O ideal é que o financiamento do pro caminheiro voltasse, mas que facilitasse para o caminhoneiro para que ele tivesse acesso, menos documentos para que ele pudesse cumprir as exigências que o governo faz para dar o financiamento", disse.

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