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No Dia Mundial da Sepse, Santa Casa alerta sobre a importância de ficar atento aos sintomas

Doença mata mais que câncer de mama, infarto do miocárdio e AVC. No Brasil, são 400 mil novos casos por ano

| ACidadeON/São Carlos

Santa Casa de São Carlos. Foto: Divulgação/ Prefeitura de São Carlos

Você já ouviu falar em sepse? É o termo médico que se usa para infecção generalizada. Pouco se fala sobre isso, mas ela mata mais que câncer de mama, infarto do miocárdio e AVC. No Brasil, são 400 mil novos casos por ano. Mais da metade desses pacientes acabam morrendo. São 220 mil mortes todos os anos. Os dados são do ILAS, Instituto Latino Americano da Sepse, entidade sem fins lucrativos que é referência nas pesquisas e tratamento dessa síndrome.

A sepse acontece quando o corpo responde a uma infecção atacando os próprios órgãos. E eles deixam de funcionar bem. E essa infecção pode ser provocada por fungos, bactérias, protozoários ou vírus.

Normalmente acontece depois que o paciente tem pneumonia, infecção urinária e infecção abdominal. E quem tem insuficiência renal, câncer, AIDS, ou qualquer outra doença que diminua as defesas do organismo, tem mais chance de ter esse tipo de infecção.

Preocupante? Muito! Mas quando a sepse é reconhecida rapidamente e bem tratada, as chances de sobreviver aumentam bastante! Na Santa Casa de São Carlos, o protocolo de atendimento à sepse foi implantado em julho de 2018. "De lá pra cá, 64% dos pacientes diagnosticados com a infecção, tiveram alta, número maior que a média nacional que é de 50%", explica a coordenadora de Educação Permanente e Continuada da Santa Casa e responsável pelo controle do protocolo de sepse, Daniele Perez Gomes.

Sabe o que faz a diferença? Reconhecimento precoce e tratamento adequado. É o que explica o médico intensivista e diretor técnico da Santa Casa, Marcelo Lourencini Puga: "os funcionários foram treinados para identificar e atender os pacientes. Quando alguém apresenta sinais da sepse, é feita a coleta de exames e em meia hora, sai o resultado. Se der positivo, o paciente já recebe o antibiótico correto".

Mas para que o resultado seja ainda mais eficiente, é importante que a população também esteja atenta aos sintomas: febre alta, aceleração do coração, respiração rápida, fraqueza, pressão baixa, diminuição de quantidade de urina, sonolência ou confusão mental.

Quanto mais rapidamente procurar uma unidade de saúde, as chances de sobrevivência desse paciente aumentam.


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