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ON Explica: como funcionam os testes para Covid-19

Basicamente, dois tipos de testes são realizados para realizar a detecção do novo coronavírus; entenda

| ACidadeON/São Carlos

Dentre tantas dúvidas que surgem diante da pandemia do novo coronavírus, algumas delas tangem a eficácia e mecânica de funcionamento dos testes que detectam o vírus. Basicamente existem dois tipos de testes mais usados no mercado: os que localizam anticorpos e identificam se o paciente já teve contato e produziu defesas contra o coronavírus e o que determina se a pessoa está infectada naquele momento. 

Antes de mais nada, vale ressaltar que os testes são importantes para mapear a incidência no vírus pelo território e poder adotar medidas de controle mais eficientes, isolando áreas ou ampliando atendimento médicos, por exemplo. Além disso, é possível isolar pessoas infectadas para evitar uma maior disseminação do microrganismo.  

Testes de coronavírus (Foto: Denny Cesare/Código19)

 
Teste rápido

Também conhecidos como testes sorológicos, os testes rápido detectam os anticorpos contra o novo coronavírus no paciente. Assim, são capazes apenas de dizer se a pessoa entrou ou não em contato com o vírus.

A pessoa fornece uma determinada quantia de sangue que será exposta a um reagente. O resultado fica disponível em até 30 minutos.  

Contudo, é necessário que o corpo tenha tempo necessário para já ter produzido quantidade de anticorpos necessária para a detecção. 

Teste rápido (Foto: Divulgação)


De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o tempo mínimo estimado é de pelo menos oito dias após o início dos sintomas. Só então é possível saber se houve ou não contato com o vírus.  

Vale ressaltar que a resposta imunológica de cada pessoa é diferente, por isso a Anvisa alerta que esses testes não confirmam de forma definitiva se a pessoa tem ou não a doença.  

A principal função, portanto, é avaliar a disseminação do vírus em determinadas populações, de forma a embasar ações de saúde pública, como exemplificado no início deste texto.

Apenas a rigor científico e para esclarecimento, os testes rápido identificam as imunoglobulinas G e M (IgG/IgM), presentes no plasmas ou no soro do paciente que contraiu o vírus.

Teste molecular


Conhecido como teste RT-PCR, teste molecular, é o teste que identifica a presença de material genético do vírus no corpo humano. Geralmente, coletam-se amostra de secreções do nariz e/ou garganta do paciente utilizando um cotonete. 

Diferentemente do sorológico, o teste molecular não é capaz de apontar que já teve ou não o vírus, mas sim quem está ou não infectado no momento. 

Esse teste é considerado o mais confiável para detecção atual do novo coronavírus, segundo os critérios da Organização Mundial da Saúde (OMS). 



O teste molecular deve ser feito assim que o paciente apresentar os primeiros sintomas, já que se realizado no período final da infecção, pode não haver quantidade suficiente de vírus para a detecção precisa. 

Outra diferença é que neste caso o resultado demora alguns dias para ser consolidado e divulgado.  

De forma simples, os técnicos de cada laboratório buscam material genético do vírus (RNA) na secreção colhida e, caso encontrem, as moléculas serão analisadas para saber se pertencem ou não ao coronavírus.  


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