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Covid: cidade da região suspende vacinação após parada cardíaca em criança

Segundo a prefeitura do município, criança de 10 anos teve alteração nos batimentos cardíacos e desmaiou 12 horas após receber a dose pediátrica da Pfizer

| ACidadeON/São Carlos -

Dose da vacina da Pfizer para crianças (Foto: Luciano Claudino/Código 19)

A prefeitura de Lençóis Paulista (SP) decidiu suspender a vacinação de crianças entre 5 e 11 anos por sete dias após uma criança de 10 anos sofrer uma parada cardíaca 12 horas após receber a dose pediátrica da vacina Pfizer. A cidade fica cerca de 150 quilômetros de distância de São Carlos (SP). 

De acordo com a família, a criança apresentou alterações nos batimentos cardíacos e desmaiou, sendo levada à rede de saúde particular para atendimento profissional, onde foi reanimada. Após ser estabilizada, ela foi transferida para o Hospital da Unimed, em Botucatu, onde permanece sob observação. 

Em nota, o Comitê de Enfrentamento à Covid-19 da cidade esclareceu que não existe dúvida sobre a importância da vacinação infantil, mas que diante do ocorrido será dado o prazo para acompanhamento e monitoramento diário das 46 crianças vacinadas até o momento. 

"Além disso, esse prazo é necessário para aprofundamento sobre o caso de forma específica e envio de relatórios aos órgãos de controle federais e estaduais. A Secretaria de Saúde está solicitando autorização para acesso ao prontuário médico, uma vez que o atendimento ocorreu na rede privada", informou. 

Posição do Estado
Em nota à Agência Brasil, a Secretaria de Estado da Saúde disse que é precipitado e irresponsável afirmar que o caso ocorrido tem associação com a vacinação. A pasta destacou que todas as vacinas aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) são seguras e eficazes e são responsáveis diretamente na redução de mortes, casos graves e internações por covid-19.

De acordo com a secretaria, o Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) está acompanhando e analisará o caso de Lençóis Paulista. O CVE informou que todos os casos de eventos adversos são analisados por uma comissão de especialistas antes de qualquer confirmação.

"É, portanto, precipitado e irresponsável afirmar que o caso do município está associado a vacinação. Na maioria das vezes, os casos de eventos adversos pós-vacinação são coincidentes, sem qualquer relação causal com o imunizante", diz o texto da nota da secretaria.

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