"Tolerância zero", diz promotor sobre agressões a professores

Professor da escola Orlando Perez foi agredido e teve carro depredado por aluno ontem de manhã (12)

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EPTV
Promotor da Vara da Infância e Juventude de São Carlos, Mario Corrêa de Paula (foto: reprodução EPTV)

 

O promotor da Vara da Infância e Juventude de São Carlos, Mario Corrêa de Paula, disse, em entrevista a EPTV, que a tolerância será zero para qualquer tipo de agressão e xingamento contra professores em São Carlos. Na manhã de ontem (12), um professor foi agredido e teve o carro depredado por um aluno na saída da Escola Estadual Orlando Perez, no Cidade Aracy 2, em São Carlos.

“Nós vamos adotar medidas socioeducativas e requerer ao juízo para que esses jovens prestem serviço à comunidade ou participem de palestras com seus pais e façam cursos obrigatórios. É importante também vincular a família, porque muitas vezes ela não exerce seu poder de orientar esse jovem”, explicou o promotor.

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Questionado sobre a carta enviada em junho por professores da escola denunciando a falta de segurança e condições de trabalho, Mario de Paula afirmou: “Nós chegamos a tomar algumas medidas, pedimos o aumento do policiamento da ronda escolar e fizemos o que foi possível com o efetivo que temos. Também estamos com gestões com a secretaria de educação para a contratação de mais funcionários, mas são processos lentos”.

Em relação ao aluno que agrediu o professor e foi liberado após ser ouvido, o promotor disse que vai mandar uma recomendação aos delegados de polícia para que em casos como esse o jovem seja apreendido na delegacia. “O ECA permite a internação em caso de violência, caso não a tenha eles devem ser liberados, mas depois esses jovens vão passar pelo juízo e terão uma punição”.

A diretoria regional de ensino de São Carlos, em nota, lamentou o episódio ocorrido na frente da Escola Estadual Professor Orlando Perez. A direção da escola informou que os pais dos alunos foram chamados, a ronda escolar foi acionada e um boletim de ocorrência foi registrado. Os alunos ficarão suspensos e o caso será levado ao conselho de escola, colegiado responsável por decidir sobre transferência de alunos e outras punições. O conselho tutelar também foi acionado e o professor receberá todo o suporte necessário.


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