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São CarlosCotidianoConselho de Diversidade Sexual busca recomposição para implantar políticas públicas em São Carlos

Conselho de Diversidade Sexual busca recomposição para implantar políticas públicas em São Carlos

Gustavo Enrique Costa, presidente do colegiado, fala sobre importância de unir a comunidade, batalha por orçamento e representação na Câmara Municipal

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O Conselho Municipal de Diversidade Sexual se prepara para iniciar o processo de seleção de novos integrantes. O colegiado formado por pessoas LGBTQIA+ busca fortalecimento para discutir e pressionar por políticas públicas em São Carlos.

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O edital de eleição dos novos integrantes deve ser lançado nos próximos dias. Formado por dez integrantes, divididos entre sociedade e poder público, o colegiado tem o desfalque de um integrante titular e outros cinco suplentes.

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O presidente do Conselho de Diversidade Sexual, Gustavo Enrique Costa, ressalta a importância de a comunidade LGBTQIA+ participar das discussões e fiscalização de políticas locais.

“Quanto maior a representatividade, melhor será a construção das pautas, e principalmente, do Plano Municipal de Políticas Públicas LGBT. Além da implementação de políticas públicas, tem o acompanhamento e fiscalização”, observa.

Após mais de quatro anos em que a comunidade foi acossada por um discurso contra a diversidade sexual da extrema direita, protagonizado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a comunidade LGBTQIA+ busca retomar a posição de relevância nas discussões de políticas públicas.

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Para estruturar o conselho e alinhar expectativas relacionadas a futuras políticas públicas, Costa busca propor a realização de um recenseamento LGBTQIA+ em São Carlos. “Precisamos mapear e saber quem são as pessoas LGBT do município. Quantos existem, onde elas estão e quais são as necessidades imediatas”.

O fortalecimento passa, obrigatoriamente, pela disponibilização de recursos públicos para a temática. São quase R$ 1 milhão previstos pela LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) de 2024 para Direitos Humanos, verbas que devem ser divididas entre LGBTQIA+, mulheres e comunidade negra, por exemplo. A Prefeitura estima quase R$ 1,4 bilhão para o Orçamento do ano que vem.

“Estamos com planos de ir para Brasília para nos reunirmos na Secretaria Nacional de Políticas LGBT, buscamos articulação com vereadores para que possamos trazer emendas e pensar na ampliação do Orçamento para a construção de futuro Centro de Referência LGBT”, comenta.

RELAÇÕES COM EXECUTIVO E LEGISLATIVO
Sobre as relações institucionais do Conselho de Diversidade, Costa relata buscar “reconciliação” com o Executivo e manter no Legislativo parceria com dois vereadores: Raquel Auxiliadora (PT) e Djalma Nery (PSOL).

“Se formos comparar, por exemplo, com Araraquara, por lá há muitos projetos aprovados. Eu vejo a Câmara aqui muito conservadora, muito machista, mas ainda assim temos tido algumas aberturas”, relata.

A longo prazo, Costa espera que a comunidade possa ter um representante “de verdade”, que passou pelo movimento, “que esteja fora da normatividade”. Sem citar nomes, o presidente do Conselho de Diversidade Sexual menciona parlamentar “declaradamente LGBT que não luta pelas causas de fato”.

“Eu tenho tentado dialogar, inclusive, mas é muito difícil diálogo com ele. Não existe um olhar para a comunidade”, afirma.

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Bruno Moraes
Bruno Moraeshttps://www.acidadeon.com/saocarlos/
Bruno Moraes é repórter do acidade on desde 2020, onde faz a cobertura política e econômica. É autor do livro “Jornalismo em Tempos de Ditadura”, pela Paco Editorial.

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