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Brasileiro relata rotina durante quarentena na Espanha

Daví Munhoz é formado em Biologia na UFSCar, em São Carlos, mas realiza pesquisas na Europa há 1 ano e meio

| ACidadeON/São Carlos

Ruas estão vazias na Espanha durante quarentena - Foto: colaboração

Já passam de 200 mil casos confirmados de infecção pelo novo coronavírus no mundo, de acordo com dados atualizados na manhã desta quinta-feira (19). No Brasil, o primeiro caso foi registrado há cerca de 20 dias e agora os números devem crescer diariamente, conforme exemplos no mundo inteiro. Um ex-aluno da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) conta como está a situação na Espanha. 

Davi Munhoz é formado em biologia e mora na Europa há 1 ano e meio, hoje ele está no 4º semestre de seu mestrado na Espanha. De acordo com o jovem, o país vive uma série de restrições para evitar a contaminação entre os cidadãos, por isso os moradores foram colocados em quarentena. 


Ele afirma que a situação é desconfortável, mas necessária, principalmente para os grupos de risco. "Não é o que todo mundo queria, mas creio que todos que tem parentes idosos ou com problemas respiratórios têm que ter muito cuidado com essa situação, porque podemos ser vetores de uma doença para alguém que amamos", salientou. 

A Espanha está em quarentena desde a última segunda-feira e, por isso, são aprovadas apenas as idas aos mercados, farmácias e ao trabalho, para quem não pode executar serviços remotamente. Quem descumprir as ordens deve pagar uma multa no valor de 1,5 mil euros. 

"Quem não tem sintomas, não faz parte de grupo der isco, não deve ir aos hospitais, pois essas pessoas acabam se contaminando e se tornando vetores. Há muitas pessoas que têm vírus e estão indo aos hospitais e não fazem parte do grupo de risco, quando é recomendado que fiquem em casa de quarentena", acrescenta. 


Para lidar com a situação, o brasileiro acorda todos os dias cedo, monta sua estação de trabalho em casa e continua sua rotina normalmente, dentro da quarentena. Além disso, ele ressalta que faz exercícios dentro de casa, aproveita o tempo que tem para ler e assistir filmes. 

De acordo com as informações que Davi recebe da mídia local, o pico na Itália é o mais severo até o momento, já que a população idosa também é maior. Contudo, a tendência é de que os casos comecem a diminuir em pouco tempo.

"Esperamos um controle. Ainda haverá mais mortes, mais casos, mas esperamos que isso seja controlado. Obviamente não é um mundo ideal, mas com a quarenta e com as medidas tomadas eu estou tranquilo", finaliza. 







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