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IFSC cria aparelho que desinfeta 3 mil máscaras por dia

Câmara de ozônio será utilizada em hospitais da cidade, segundo a USP de São Carlos

| ACidadeON/São Carlos

Instituto de Física da USP de São Carlos (SP). Foto: Edmilson Luchesi
Utilizando a tecnologia em prol da saúde pública, o Instituto de Física da USP de São Carlos (ISFC/USP) desenvolveu uma câmara de ozônio para desinfetar e materiais hospitalares e tornar possível a reutilização de cerca de 3 mil máscaras por dia.
Em tempos de coronavírus, pesquisadores de universidades públicas estão intensificando estudos que possam ser aplicados na área da saúde para melhorar a qualidade de serviço e combater a pandemia.  

No meio desses estudos foi que o diretor do IFSC, Vanderlei Bagnato, descobriu que o ozônio é um dos melhores elementos para fazer a limpeza de máscaras já usadas e que podem ser reutilizadas sem qualquer perigo de contaminação.  

"Nós temos uma câmera que faz o vácuo, que tira o ar, injeta o ozônio no lugar do ar e em cinco ciclos a gente consegue praticamente zerar os microrganismos que estão em máscaras, gazes, luvas e assim por diante", explicou Bagnato.  

Segundo o pesquisador, a USP já entrou em contato com hospitais do município para utilizarem a máscara e fazer a desinfecção. Na câmara, a capacidade é de produzir de 2 a 3 mil máscaras por dia.  

"Nós já combinamos a desinfecção de máscaras para serem reutilizadas no Hospital Escola e na Santa Casa. A única coisa é que não vou colocar uma câmera de ozônio em cada local, é uma câmera que irá visitar os vários locais e desinfetar as máscaras para reutilização", explicou.  

Outros métodos
Além da câmara, o ISFC também desenvolveu e doou aos hospitais da cidade rodos com radiação ultravioleta para limpeza das unidades de saúde.  

Porém, segundo Bagnato, é importante alertar que em casos de EPIs, a radiação ultravioleta não é totalmente eficaz. "O pessoal tem visto na internet que se você põe a máscara no ultravioleta ela desinfeta, mas na verdade isso não é uma afirmativa totalmente verdadeira porque a máscara tem camadas e os microrganismos ficam emaranhados nessas camadas e não serão eliminadas pelo ultravioleta. Portanto, apesar de eliminar bastante microrganismos e inclusive vírus, ele não é muito eficiente quando se tem um material estruturado como é o caso das máscaras", finalizou.

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