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São Carlos tem aumento de 375% de casos de Covid-19 em um mês

Para infectologista, causa tem relação com diminuição do isolamento social no município

| ACidadeON/São Carlos

Primeiro dia de flexibilização é marcado por filas e trânsito no comércio. Foto: ACidade ON

Em um mês, São Carlos (SP) registrou um aumento de 375% de casos confirmados do novo coronavírus. Especialista aponta queda do isolamento social como principal causa.  

Em 1º de maio, eram 33 casos positivos e duas mortes confirmadas, segundo a Vigilância Epidemiológica do município. Ao longo do mês, os números dispararam, chegando a 157 casos e cinco mortes confirmadas em 1º de junho.  

Maio foi considerado o último mês de quarentena, já que a flexibilização teve início nesta segunda-feira (1º). Porém, mesmo com a necessidade do isolamento social defendida no período, São Carlos registrou um índice médio de 49% de adesão ao longo do mês, muito abaixo dos 60% recomendados pelo Governo do Estado de São Paulo.  

Segundo o infectologista e professor do curso de Medicina da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Bernardino Alves Souto, a causa do aumento de casos está relacionada à diminuição do isolamento social, que poderá ser ainda menor em junho.  

"De 1º de abril a 31 de maio, teve uma queda de quase 7% da taxa média quinzenal do isolamento social no município. A gente pode observar que mesmo pequenas taxas de redução do isolamento podem contribuir para um muito grande da proporção de numero de casos acumulados da Covid-19", explicou Souto.  

Problemas futuros
A probabilidade para este mês, segundo Bernardino, é de um aumento significativo de casos confirmados de Covid-19 em decorrência da flexibilização do isolamento e retomada dos serviços não essenciais, que acabam movimentando ainda mais a cidade.  

"A probabilidade de chegarmos ao fim de junho com uma proporção muito maior do número de casos acumulados do que aconteceu em maio é muito grande porque ainda estamos na curva ascendente da epidemia. Portanto, nossa expectativa em relação a junho é que a nossa situação pode ficar bem pior do que a situação de maio", finalizou o infectologista.

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