Aguarde...

cotidiano

Infectologista fala em declínio de casos de Covid-19 em São Carlos

Segundo a médica Barbara Martins Lima, essa é a primeira vez desde o início da pandemia, mas não significa o fim da pandemia. "Agora é vigiar e manter os cuidados", disse.

| ACidadeON/São Carlos

Rua Episcopal, no Centro de São Carlos. Foto: CBN São Carlos

Após sete meses do início da pandemia do novo coronavírus, São Carlos (SP) teve um declínio de casos e internações da Covid-19. Segundo a infectologista do Hospital Universitário da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), a notícia é boa, mas ainda não é momento de considerar o 'fim da pandemia'.  

Diversos serviços e locais voltaram a funcionar, o que fez com que as pessoas fossem mais para as ruas e, muitas vezes, sem necessidade. Porém, enquanto uns consideram o momento coo fim da pandemia, outros entendem que a situação ainda não está controlada.  

A moradores Divina do Anjos diz se enquadrar na segunda opção, já que ainda segue todas as recomendações do protocolo sanitário. "Lavar a mão toda hora, álcool em gel, e quando saio temos que usar máscaras. Não saio de casa, só para o necessário: supermercado e posto de saúde. Não saio mais em festas, não comemoro com ninguém porque para mim a pandemia ainda não acabou", disse.  

E realmente não acabou, já que São Carlos (SP) registra neste momento 3.337 casos confirmados e 49 óbitos em decorrência da Covid-19. Porém, o mês passado registrou o menor número de mortes pela doença. Também houve aumento de 3% de casos, um dos crescimentos mais baixos desde o início.  

A médica infectologista do Hospital Universitário da UFSCar, Barbara Martins Lima afirma que é a primeira vez em que registramos queda na curva epidemiológica.  

"Finalmente estamos observando um declínio no número de casos e internações. Nós nunca tivemos problemas com leitos e sempre conseguimos suprir a demanda, mas é a primeira ez que a gente consegue detectar um declínio na curva", explicou.    

Placa instrui distanciamento social entre os britânicos, foto de 18 de outubro. Foto: Jason Cairnduff/Reuters

Nova onda de casos
A Europa registra, agora, uma segunda onda de casos de covid-19. De primeiro a 17 de outubro, os países da União Europeia somaram 9 mil e 100 mortes, de acordo com os dados do Centro Europeu de Controle e Prevenção de Doenças. Incluindo o Reino Unido, que saiu da união recentemente, são 10 mil e 600 vidas perdidas.  

O número ainda é menor do que no Brasil. No mesmo período, foram 10 mil e 700 mortes no país. Patamares que devem se inverter até o fim do mês, mas que causam alarde de uma possível segunda onda em terras brasileiras.  

Para infectologista, a possibilidade de novos picos da doença no Brasil não é grande. "Na Europa, os casos explodiram, aconteceram todos de uma vez e houve um isolamento maior, enquanto aqui os casos foram acontecendo de forma gradual e acabou cometendo provavelmente uma população maior, então é aí que está a esperança de que não tenha uma segunda onda como na Europa, mas é um vírus que a cada hora os traz uma surpresa", disse.  

Futuro das vacinas
Algumas certezas de controle da pandemia só existirão após uma vacina. No momento, todas as vacinas testadas no país estão em fases de testes e suas eficácias ainda precisam de comprovação antes que o uso seja liberado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).  

Porém, enquanto isso não acontece, o jeito é se cuidar e usar máscara sempre, como comenta a médica infectologista Barbara Martins Lima. "Essa flexibilização em algum momento teria que acontecer e eu acho que estamos no momento para isso. Agora é vigiar os números, as curvas e os resultados. Os cuidados também tem que ser mantidos, principalmente a máscara, que é uma medida que está se provando efetiva, então tem que ser mantida, e a higienização das mãos", disse.


Mais notícias



Mais notícias do ACidade ON