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Em 7 dias, número de casos de Covid cresce 150% em São Carlos

A média diária de casos também saltou e chegou a 75 nos últimos sete dias; é o maior valor desde a semana encerrada em 2 de março

| ACidadeON/São Carlos -

RT-PCR é o principal método para detecção do Sars-CoV-2 (Divulgação)
São Carlos teve alta de 150% no número de casos de Covid-19 nos últimos sete dias, mostram dados da Vigilância Epidemiológica (Vigep) compilados pelo acidade on.

O município contabilizou, na semana de 28 de abril a 4 de maio, 528 novas infecções pela doença, mais do que o dobro dos 211 somados entre 21 e 27 de abril. É o maior nível desde o fim de fevereiro.

A média diária de casos também saltou e chegou a 75 nos últimos sete dias. É o maior valor desde a semana encerrada em 2 de março.

O município apresenta números ascendentes nas contaminações nas últimas semanas. São Carlos chegou a registrar 18 casos/dia em meados de março. Desde então vem elevando o patamar, passando para 30 diários na semana encerrada em 27 de abril, seguindo para os atuais 75.

Nos números de mortes, foi contabilizada uma na semana, contra duas no período anterior. A verificação é feita por meio de data de divulgação. O município tem registrado entre 0 e 2 mortes desde fevereiro.

Para o médico epidemiologista e professor de medicina da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) Bernardino Alves Souto a pandemia de Covid-19 não atingiu indicadores que mostram controle definitivo. A situação atual é de instabilidade.

"Nas últimas semanas houve interrupção no ritmo de queda do número de novos casos, a curva epidêmica entrou em platô e há tendência discreta de crescimento, tanto no número de casos quanto de mortes no âmbito nacional neste momento", afirma.

Para o especialista, as medidas de flexibilização do uso de máscaras e distanciamento físico "vieram cedo demais" em um momento em que "não era seguro para esse afrouxamento". "E ainda não é".

"A imunidade coletiva contra a Covid-19 costuma durar cerca de seis meses e mutações virais ainda não podem acontecer, portanto, o correto seria esperar seis meses após o pico de casos de fevereiro e ver se não acontece nenhuma piora do cenário epidemiológico", completa.

Na avaliação do professor de medicina, o melhor momento para analisar possível flexibilização seria o mês de agosto. "Antes disso é temerário".

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