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São Carlos: Comitê pede mais colaboração com uso de máscaras

Obrigatoriedade pode não surgir hoje, mas será avaliada se infecções e internações não baixarem, afirma o coordenador de colegiado

| ACidadeON/São Carlos -

Comitê se reuniu com empresários e clérigos. (Foto: acidadeon São Carlos)
Em reunião com a iniciativa privada, o Comitê Emergencial de Combate ao Coronavírus de São Carlos pediu maior colaboração de entes privados e igrejas no incentivo ao uso de máscaras na cidade.

Em reunião realizada na tarde desta segunda-feira (13), membros do comitê e da Secretaria de Saúde expuseram o atual cenário. O que se vê em São Carlos é aumento do número de casos e maior pressão no sistema de saúde pública. A rede privada também tem sentido a alta.

São Carlos somou mais 330 casos positivos nesta segunda e chegou a 45.801 infecções desde o começo da pandemia. Mais três mortes por Covid foram constatadas. Nos 13 primeiros dias, foram 2.988 infecções, contra 3.448 em maio inteiro. 
 
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"Tivemos esse feedback e agora o comitê estará reunido e vai repassar todas essas solicitações ao prefeito Airton que tomará as decisões sobre o que será feito de imediato. Mas já posso adiantar que a principal é a campanha: ampliar a participação popular nas conversas sobre o uso de máscara, de álcool gel e daquelas medidas de distanciamento. Sem obrigatoriedade do uso de máscara no momento", relatou o presidente do comitê, Bill Moreira.

Para Moreira, o momento é de convidar os atores da sociedade civil organizada para colaborar no trabalho de conscientização. A obrigatoriedade do uso de máscara não está descartada no futuro próximo, todavia.

"Se nós percebemos que a curva continua a aumentar, não houver uma diminuição para um número mais aceitável, nós vamos tomar outras medidas", emendou.

Anterior redução do número de casos e internações motivou a desmobilização de leitos de enfermaria e de UTI que eram destinados exclusivamente para pacientes com a doença. Agora, com o fim das alas Covid, pessoas infectadas, pacientes de outras enfermidades e eletivos dividem a demanda nos hospitais, ainda que estejam separados fisicamente, de acordo com Crislaine Mestre, diretora da Vigilância em Saúde.

"Claro que a pandemia as pessoas deixaram de prevenir doenças e a gente percebe o aumento do número de pessoas que estão precisando de leitos de enfermaria ou UTI por outras doenças. Por isso é importante de tomar vacinas e usar máscaras para evitar doenças respiratórias", afirmou.

Nova reunião hoje
Após o encontro com a sociedade civil, o Comitê Emergencial se reúne novamente nesta segunda para avaliar as sugestões recebidas. Ao fim da nova reunião, será construída uma sugestão ao prefeito Airton Garcia (UB). 
 
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