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Pesquisadores da USP de São Carlos criam aparelho para tratar artrose em 20 dias

Previsão é que a novidade chegue ao mercado em março de 2019

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Pesquisadores da USP de São Carlos criam aparelho para tratar artrose em 20 dias
Pesquisadores do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (IFSC-USP), de São Carlos, desenvolveram uma nova técnica para o tratamento de artrose. O aparelho, que combina laser e ultrassom, diminui o tempo de tratamento em 20 dias. A previsão é que a novidade chegue ao mercado em março de 2019.  

Segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), cerca de 50 milhões de brasileiros sofrem de artrose, uma inflamação que provoca o desgaste da cartilagem dos ossos.  

Atualmente, o tratamento para a doença é feito com remédios associados a terapias complementares com ultrassom ou laser e leva em torno de quatro meses para apresentar resultados.  

Pela primeira vez, porém, os cientistas combinaram as duas técnicas ao mesmo e comprovaram um alívio significativo nas dores dos pacientes em menos de 20 dias. "Sendo mais rápido, ele é mais eficiente e menos prolongado para que o paciente possa voltar a sua situação normal e ter sua vida normal sem as características que a doença traz", disse o pesquisador Vanderlei Bagnato.  

Tratamento
Duas aplicações por semana, sendo 15 minutos por sessão. É desta forma que os testes foram realizados em 300 pacientes da Santa Casa de São Carlos. "Cerca de 90% dos pacientes que nós tratamos tiveram uma melhora muito grande com relação à dor e aumento da funcionalidade, ou seja, nas ações diárias, de caminhar, fazer atividades normais", disse o pesquisador Antonio Eduardo de Aquino Júnior.  

De acordo com Bagnato, o estudo foi publicado em revistas científicas internacionais. "O ultrassom são ondas mecânicas, agitação mecânica, que já tradicionalmente consegue algum efeito. O laser também, por ações fotoquímicas. O que foi surpresa para a gente é que a combinação dos dois tenha um efeito conjunto muito maior do que cada um, individualmente", explicou o pesquisador.  

Segundo o instituto, a previsão para que o aparelho seja liberado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e possa ser comercializado é até março de 2019. "Uma vez aprovado, o equipamento e a tecnologia ficam disponíveis para a sociedade. Nós temos que investir a tecnologia na saúde para que fique acessível às pessoas de um modo geral", concluiu Bagnato.  



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