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Escolas particulares querem retorno imediato de aulas presenciais

Em São Carlos (SP), unidades já se preparam para a volta das atividades. Pais também discordam do possível retorno

| ACidadeON/São Carlos

Aulas online revelam problemas de alunos 
Apesar do plano de reabertura das escolas para setembro divulgado pelo governo estadual, as escolas particulares de São Carlos (SP) querem a volta imediata das aulas presenciais.  

Inicialmente o retorno seria com apenas 20% da capacidade, mas de acordo com o presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado de São Paulo, Benjamim Ribeiro da Silva, as escolas já estão prontas para voltar.  

"A questão não é a doença, a questão é que o Estado não tem capacidade de executar com agilidade o que tem em escola privada. Ninguém quer simplesmente voltar e colocar o aluno em risco, sabemos da responsabilidade. A gente sabe que tem muito pai que está relutante em mandar o filho para a escola e nós entendemos a preocupação, mas também temos pais e mães perdendo o emprego porque não têm onde deixar os filhos"  

O professor Donato Junior é diretor em uma escola particular de São Carlos. Ele conta que o protocolo de retorno dos estabelecimentos vai além das normas sanitárias.  

"Está sendo preparada uma semana muito especial de volta às aulas, será uma semana de acolhimento direcionada por psicólogo da rede. O protocolo de higiene e saúde também é muito importante para que, com segurança, nossos alunos possam estar dentro das unidades escolares. Além de um diagnóstico pedagógico, para ver como nossos alunos estão retomando após todo esse tempo de isolamento", explicou.  

Apesar do sindicato e das escolas dizerem que estão prontas para receberem os alunos de volta. As mães, pais e responsáveis não estão confiantes que, de fato, esse retorno é seguro.  

A Priscila Sabadini tem uma filha de sete anos na escola particular e acha que o momento não é adequado para aulas presenciais. "Ainda não tenho segurança de mandar a Manuela para a escola, ela tem 7 anos e na idade dela ainda é difícil controlar. Eu acredito que não vão ter o cuidado necessário que a gente tem. As aulas online ainda são a melhor opção que a gente tem neste momento", disse.  

A Maria Rita Raymundo é psicóloga e mãe de uma menina de 6 anos. Ela reforça a preocupação com os pequenos. "Seria necessário uma estrutura extremamente rigorosa para garantira dessas condições ideais, pensando no regresso dos nossos filhos enquanto perdurar a situação do vírus. Entendo o prejuízo que há com o afastamento das aulas e da rotina escolar, mas a saúde dos nossos filhos, que são nosso bem maior, é que precisam ser primeiramente resguardadas", comentou.  

Planejamento
O Governo do Estado de São Paulo critica o retorno imediato. Em nota, a Secretaria Estadual de Educação informou que planeja o retorno para setembro pautado em medidas de contenção da epidemia, atendendo aos interesses da população e sem colocar nenhuma vida em risco.  

Especialistas em saúde criticam também a reabertura das escolas em setembro. Infectologistas afirmam que o cenário ainda é incerto para previsões.

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