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Professores buscam solução para tornar ensino remoto atraente

Pesquisa está sendo realizada por educadores da UFSCar em parceria com pesquisadores da Universidade Italiana de Tre; confira

| ACidadeON/São Carlos

Criança. Foto: Imagem ilustrativa
 

Os mais de quatro meses de pandemia trouxeram à tona o ensino remoto para muitas crianças e adolescentes. Mas, quanto menor a criança, maiores são os desafios de transformar esse momento em algo positivo e de interesse das crianças.  

Professores da UFSCar, junto com a Universidade Italiana de Ter, em Roma, estão pesquisando o que as escolas vêm fazendo nessas aulas à distância voltadas a crianças de creches e pré-escolas.  

Segundo a professora Aline Sommerhalder, do departamento de teorias e práticas pedagógicas da UFSCar, o público infantil precisa de interações sociais, aprendem através da relação humana. Por isso, é um grande desafio pensar em práticas educativas para o público em idade pré-escolar, menores de 6 anos de idade. "É, de fato, um fenômeno bastante controverso e problemático você pensar em um ensino, nós nem utilizamos esse termo ensino para a faixa etária de primeira infância. Mas nós usamos práticas educativas que são alicerçadas em alguns elementos de interação social, brincadeiras, o cuidado, a convivência, a questão vínculo", disse Aline.  

Além da dificuldade de as crianças interagirem com o ambiente virtual de ensino, os próprios professores tiveram que se adequar às pressas a essa nova forma de interação. "Na faixa etária de 0 a 5 anos ou na educação infantil, a questão do vínculo entre criança e professora deve ser muito forte, porque a educação infantil é um espaço de convivência e interação social de brincadeira, de cuidado da criança, não no quesito de assistência, mas no de desenvolvimento intelectual para que essa criança possa aprender", explicou a professora da UFSCar.  

Segundo a professora Aline Sommerhalder, outros personagens importantes nesse processo são os pais dessas crianças, que devem acompanhar o ensino, mas que muitas vezes não têm tempo e nem condição pedagógica para isso.  

A professora explica como está sendo realizado o estudo feito pela UFSCar, em parceria com a instituição italiana. "A pesquisa tem origem na Itália. Por conta da Itália ter sido um país epicentro em relação a essa emergência sanitária, então ela surge ali no departamento da Universidade Roma Tre. Então, o que nós estamos preocupados em saber é como os professores, os coordenadores, as professoras, as diretoras, como esses profissionais estão trabalhando em relação a essa proposta que nós chamamos de didática à distância para as crianças de 0 a 5 anos ou da educação infantil".  

Professores, diretores e gestores educacionais que queiram participar do estudo podem encaminhar mensagem para o e-mail pesquisa.dad.covid@gmail.com.



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