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Secretário da Educação do Estado visita escolas que retomaram atividades em São Carlos

Rossieli Soares conversou com alunos e professores e falou sobre o futuro do ensino híbrido e retorno das aulas previsto para 7 de outubro

| ACidadeON/São Carlos

Secretário estadual da Educação, Rossieli Soares, visita escolas que retomaram atividades em São Carlos. Foto: CBN São Carlos

O Secretário da Educação do Estado de São Paulo (Seduc), Rossieli Soares, acompanha nesta quinta-feira (10) o retorno das atividades presenciais opcionais em três escolas estaduais de São Carlos (SP).  Alunos, professores e dirigentes das unidades foram ouvidos.

As visitas estão sendo guiadas pela dirigente regional de ensino do município, Débora Blanco, que também recebeu o subsecretário de Articulação Regional da Seduc-SP, Henrique Pimentel.  

No período da manhã, o secretário esteve na Escola Estadual João Batista Gasparin, no bairro Residencial Deputado José Zavaglia. Já no período da tarde, os representantes seguem para as E.E Álvaro Guião, no Centro, e E.E Archimedes Mendes de Carvalho, no bairro Maria Stella Fagá.  

Retomada
As unidades estaduais de ensino retomaram gradativamente na terça-feira (8), seguindo as determinações do Plano São Paulo. Inicialmente, foram priorizadas atividades de reforço e recuperação, acolhimento emocional, orientação de estudos e práticas esportivas.  

Os protocolos sanitários ainda determinam que as escolas retornem com capacidade de 20% dos alunos por dia, independente da etapa de ensino. Em caso de grande procura, serão priorizados os alunos que não tiverem condições de acompanhar o ensino digital e/ou que estão em anos finais dos ensinos fundamental e médio.  

O uso de máscaras e distanciamento mínimo de 1,5 metro também é obrigatório aos estudantes e profissionais, além de outras determinações específicas como aferição de temperatura antes da entrada e a proibição de compartilhamento de objetos e materiais.   

Lidando com várias realidades
Segundo o secretário da Educação do Estado, Rossieli Soares, o órgão tem feito um grande esforço no trabalho da educação mediada pela tecnologia, para que o ensino remoto não impactasse negativamente a vida dos estudantes.  

"Temos aqueles que não têm o equipamento, temos os que têm o equipamento e não consegue utilizar e temos outros eu estão sofrendo por outras razões e precisam dessa socialização. Esses estudantes que estão voltando nos ajudam a formar novos estudantes para que quando a gente chegue nesse novo normal, todos já saibamos nos comportar em um ambiente escolar. Estamos observando e criando boas práticas para dar a oportunidade de aprendizado a esses alunos", disse.  

Rossieli também afirma que para que o retorno gradual dê certo, é preciso dedicação e transparência entre o governo e as unidades escolares na obrigação de cumprimento dos protocolos sanitários.  

"Nós queremos o retorno com segurança, e se não tiver a segurança necessária e os cuidados, as escolas poderão dizer que não tem condições. Vamos fazer o que é possível dentro daquilo que é regra para seguir todos os protocolos, desde verificação de temperatura a todos os cuidados. Seguindo as regras, temos certeza que conseguiremos voltar gradualmente", comentou.   

Rossieli Soares conversou com professores e alunos na E.E João Batista Gasparin. Foto: CBN São Carlos

Retorno das aulas em outubro
As aulas presenciais estão previstas para retornarem em 7 de outubro, caso 80% dos municípios do estado esteja na fase amarela do Plano São Paulo por 14 dias. Segundo Rossieli Soares, a volta será feita em esquema de rodízio de alunos definido pelas próprias escolas e dividido em três fases da retomada, sendo que a primeira autoriza o retorno de 35% dos alunos de cada classe, alterando entre o ensino remoto e o presencial.  

"Não é mais aquela escola com 40, 35 alunos dentro de uma sala de aula, estamos falando de 8, 6 alunos. Ou seja, uma série vem em um dia, outra vem no outro, e nos dias que vem não fazem aulas digitais. É uma forma híbrida", explicou o secretário estadual da Educação.  

Com o retorno das aulas, o estado também vai oferecer apoio psicológico para estudantes e profissionais, também utilizando a tecnologia. A previsão é de que os profissionais ofereçam desde orientações educacionais até atendimentos clínicos para encaminhamento à rede de proteção social.  

"Cada escola vai ter um número de horas que vão poder utilizar com os profissionais, e cada escola fará seu planejamento, já que cada uma tem uma realidade distinta. É importante valorizar o conhecimento dos professores e da direção da escola, que estão localmente articulados com as necessidades da comunidade. De tudo de ruim que a gente teve nessa pandemia, usar a tecnologia, por exemplo, foi um bom aspecto", finalizou.