“Oinc-Oinc” é um dos barulhos mais ouvidos na casa da família Schweter, em Araras. O ronco característico vem de Clarice, uma porquinha de um ano de idade.
Ela vive como um cachorro. Corre atrás de bolinha, vigia o portão. Quando vê um estranho, solta um “oinc-oinc” entre os latidos dos outros cães da casa.
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“Clarice é um presente de Deus”, afirma a publicitária Flávia Schweter, tutora da porquinha.
A porquinha chegou ainda leitoinha na residência de Flávia. Veio da região de Santa Fé do Sul, foi trazida após uma passagem da publicitária e do esposo dela, Nilton, pelo município às margens do Rio Paraná. “Meu marido foi no sítio do vizinho e voltou todo alegre, dizendo que a porca deu cria. Eu falei para ele que nem iria lá, porque se fosse iria pegar um porquinho para mim”.
Dito e feito. Flávia cedeu, foi ao sítio e voltou com a Clarice nos braços.
“Eu sempre quis criar porquinhos, daí fiquei apaixonada. Fiquei com dó, porque eles estavam tremendo de frio, no relento, chovendo”, relata.
Já em Araras, Clarice tem a rotina de um pet urbano. Fica em casa, com os cães. Tem a sua cama de tablado e seus “paninhos”. Pelo menos uma vez por semana toma banho, um dia de beleza. Cotidianamente recebe óleo hidratante na pele. A vida é muito diferente da que teria na roça.
Apesar da “vida boa”, se engana quem pensa que Clarice é uma porca “nutella”. “Ela é porca raizona mesmo”, adverte Nilton, ao mencionar que “vira e mexe”, o lado javali dos parentes do pai dela se manifesta em cabeçadas.
“Daí a gente fala: ‘Clarice, não é para fazer javali’, daí parece que ela volta à consciência e fica amorosa novamente”, emenda Flávia.
De vez em quando, Clarice tem faz “excursões” na rua onde mora. Os passeios se dão na viela do lado da residência da família com quem vive. Os passeios são esporádicos, pois a pet pode se estressar com a intensa movimentação. É que a porquinha ainda tem um “pé” no lado tranquilo da roça.
Quando está com fome, a porquinha emite um “oinc-oinc” diferente, garante Flávia. Com 120 kg, Clarice tem alimentação baseada em frutas, predominantemente, com milho e proteínas. As frutas, como maçã, peras, bananas, por exemplo, vêm do descarte de um atacado instalado na cidade. “Ela come melhor do que a gente”, opina Nilton.
Agora, com um ano de idade, conquistou a sua rede social, a qual ainda tem poucos seguidores. Por lá mostra um pouco da sua rotina em casa e um pouco de diversão da porquinha citadina.
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