
Cerca de 150 vazamentos de água não visíveis foram descobertos pelo Saae (Serviço Autônomo de Água e Esgoto) de São Carlos no bairro Santa Felícia em duas semanas da abertura de nova frente de trabalho que usa a tecnologia para detectar problemas hidráulicos embaixo da terra.
Os trabalhos com a tecnologia diferenciada foram contratados de uma empresa terceirizada pela autarquia municipal. O aparelho, chamado Geofone, detecta de forma eletrônica e com precisão “ouvir” um vazamento que ocorre sob a terra. O sistema já é usado pela autarquia, mas não há recurso humano suficiente para fiscalizar todas as ligações da cidade.
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O trabalho é realizado por técnicos que realizam escuta a cada 50 centímetros com o aparelho. O Geofone permite revelar se há vazamento e seu ponto exato – economizando tempo e dinheiro no conserto.
De acordo com o Saae, a tecnologia também permite agilizar os trabalhos de detecção de vazamentos, reduzindo, de forma preventiva, as perdas de água tratada no sistema.
O gerente de Obras e Saneamento do Saae, Lauriberto Corcci, revela que em duas semanas de utilização dessa tecnologia, no bairro da região oeste da cidade foram detectados 150 vazamentos invisíveis e outros 10 visíveis. “O Saae executa esse serviço na cidade há algum tempo, mas como são 117 mil ligações, somente a equipe de funcionários da autarquia não consegue realizar todo o trabalho. Por isso, houve a necessidade de licitar e contratar uma empresa especializada para ajudar no serviço, com mais rapidez e resolutividade”, comenta.
Para o presidente do Saae, Mariel Olmo, as frentes própria e contratada permitirão descobrir vazamentos em fase inicial ou com tamanho reduzido, diminuindo o prejuízo e o desperdício de água.
“É muito caro captar, armazenar, tratar e distribuir a água. Qualquer ajuste que elimine problemas nessas etapas é um ganho para o Saae, para a cidade e, principalmente, claro, para a população”.
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