O Hospital Universitário da UFSCar segue convocando mulheres entre 40 e 69 anos que estejam com a mamografia atrasada a realizarem o exame na unidade em São Carlos.
O hospital realiza até julho um mutirão para a realização de 2 mil mamografias em pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).
Não é necessário o encaminhamento médico. O agendamento pode ser feito entre os dias 1 e 20 de cada mês, para realização do exame no mês seguinte. As marcações devem ser feitas, exclusivamente, pelo telefone (16) 3306-2799, das 8h às 12h ou das 13h às 17h.
O Ministério da Saúde recomenda a realização desse exame anualmente em mulheres entre 40 e 49 anos e a cada dois anos, para dos 50 aos 69 anos de idade.
Sinais de alerta
A médica radiologista do HU-UFSCar, Flávia Thiemi Horigome, especialista em mamografia e que integra a equipe do mutirão, informou que os sinais de alerta para o câncer de mama são: abaulamentos ou retrações da pele, pele avermelhada, inchada e endurecida, feridas que não cicatrizam, nódulo palpável na mama ou axila, inversão do mamilo, e saída de secreção pelo mamilo.
A especialista frisou que, entretanto, muitos casos de câncer de mama são assintomáticos e somente detectados nos exames de rastreamento como a mamografia. “Esse é o principal exame para detecção do câncer de mama, pois é capaz de diagnosticar precocemente as lesões, gerando a necessidade de tratamentos mais simples e eficientes, além do aumento das chances de sobrevivência”, evidenciou a médica.
Conforme perfil demográfico do Censo de 2022, estima-se que deveriam ser realizadas 35.128 mamografias por ano no município de São Carlos. Entretanto, em 2023, foram realizados apenas cerca de 12 mil exames. A falta de informação sobre a importância do diagnóstico precoce da doença pode ser um dos motivos para essa situação, fazendo com que as pessoas não procurem a rede de atenção ou não tenham acesso ao exame.
A doença
A taxa de mortalidade do câncer de mama varia significativamente de acordo com o estágio no momento do diagnóstico. De acordo com a literatura médica, a sobrevida em 10 anos após o diagnóstico de câncer de mama é a seguinte: Estágio I – 77 a 84%, Estágio II – 61 a 70%, Estágio III 32 – 57%, Estágio IV – 13 a 20%. Esses números demonstram a importância do diagnóstico precoce através da mamografia de rotina.