Operação da Polícia Federal cumpre 18 mandados de prisão temporária, 16 preventivas e 80 mandados de busca e apreensão em cidades da divisa entre São Paulo e Minas Gerais, na manhã desta quinta-feira (26). Segundo a corporação, dois mandados de busca e apreensão foram cumpridos em São João da Boa Vista.
A operação visa desarticular duas organizações criminosas interligadas voltadas para a prática de crimes hediondos e equiparados, com forte atuação nos municípios de Alfenas e Poços de Caldas, bem como em diversas cidades das regiões sul de Minas Gerais e noroeste de São Paulo.
Estão em campo 250 policiais federais e 80 policiais militares de Minas Gerais para realizar o cumprimento de mandados expedidos pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Alfenas. Como alguns investigados são suspeitos de crimes patrimoniais contra instituições financeiras, há ainda a coleta de DNA de 4 indivíduos para lançamento na Rede Integrada de Perfis Genéticos (RIBPG) do Ministério da Justiça.
Além de São João, foram cumpridos 15 mandados em Alfenas (MG), 3 em Andradas (MG), 5 em Campestre (MG), 4 em Mogi Guaçu, 47 em Poços de Caldas (MG) e 4 em Ribeirão Preto.
Com duração de um ano, a investigação, que também contou com a colaboração da Polícia Rodoviária Federal, revelou um esquema criminoso altamente estruturado, responsável por crimes como tráfico de drogas e armas, lavagem de dinheiro, extorsão, receptação, roubo a bancos, furto qualificado e adulteração de veículos.
Durante as investigações, foram realizadas prisões em flagrante nas cidades de Alfenas (MG) (com a apreensão de 67 tabletes de maconha, além de tabletes de crack e cocaína e cinco veículos), Três Pontas (MG) (com apreensão de diversos tabletes de crack e cocaína), Campestre (MG) (apreensão de uma pistola 9mm, carregadores e diversas munições sem registro), Ribeirão Preto (apreensão de dois veículos com identificadores adulterados) e Altinópolis, onde, na zona rural, houve a descoberta e o desmantelamento de um robusto laboratório de processamento de drogas, com a apreensão de insumos e equipamentos utilizados no preparo de cocaína para comercialização (prensa, moldes, marcadores, grande quantidade de produtos químicos).
“Apesar da variedade de eventos relacionados, os estudos desencadeados após cada ação policial demonstram um potencial criminoso dotado de uma capilaridade em constante adaptação e com rápida expansão tanto de suas atividades quanto de seu aparelhamento e do patrimônio de seus principais membros”, afirma a PF.
As apurações indicaram que as organizações movimentaram pelo menos R$ 50 milhões em ativos ilícitos, os quais eram dissimulados especialmente por meio de transações de compra e venda de automóveis usados.
“A operação visa não apenas a prisão dos envolvidos, mas também o sufocamento econômico-financeiro da atividade ilícita, objetivando assim desestruturar a criminalidade da região. Oriundos do crime e da utilização de empresas de fachada e laranjas, estão sendo ainda apreendidos e sequestrados valores em contas bancárias, imóveis, veículos, vários deles de luxo, bem como embarcações e outros bens de alto valor utilizados para ocultação de patrimônio”, completa.
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