
Entre memes e críticas, o churrasco com ouro provado por jogadores da seleção brasileira virou um dos assuntos mais comentados na Copa do Mundo do Catar 2022. Em um país em que a situação econômica tem deixado a carne de maneira em geral mais longe das mesas brasileiras, um alívio é saber que talvez a versão “joia” da iguaria dos fins de semana pode não ser tão caro assim. A novidade, inclusive, pode ornar os churrascos de picanha “prometidos” pelo novo governo brasileiro.
Quase que antevendo o que viraria discussão nacional, em setembro do ano passado, o Churrasqueadas recebeu a especialista em churrasco Paty Moraes para fazer na brasa a diferenciada receita. O custo fica bem distante dos quase R$ 9 mil pagos pelos jogadores para comer o “churras” folheado no Catar. De quebra, Zé Almiro e a convidada provam uma cachaça com flocos de ouro. (Assista o vídeo abaixo)
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Na receita mostrada no vídeo, Zé e Paty fazem na churrasqueira T-Bone e filé mignon com osso. Depois de passar na grelha os dois lados das peças já temperadas, vem a preparação com o ouro em folha. A etapa requer certa delicadeza.
“Não é um trabalho muito fácil não, porque ela gruda”.
O ouro comestível é encontrado em casas de produtos culinários por R$ 60 o pacote com 10 folhas superfinas, na média. O preço é bem diferente dos milhares de reais cobrados pelos catari. O confeito é próprio para consumo, não interfere no gosto e é frequentemente usado em doces para festas, como casamentos.
Afinal, faz mal?
“O ouro puro faz bem. Não é para comer qualquer ouro, não sempre o ouro puro. Sempre entre 23 e 24 quilates, pode comer que não faz mal. Limpa as veias e faz bem para o coração”, afirma Paty.
O ouro comestível é inerte do ponto de vista biológico, o que traduzindo, não faz bem, nem mal para o organismo humano, nem é absorvido.
Apesar da novidade que veio à tona com a Copa, a ingestão de ouro é prática antiga e data cerca de 5 mil anos. O costume remonta à época dos egípcios antigos que acreditavam que a substância tinha efeitos divinos.
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