
O início do ano letivo traz consigo um questionamento muito importante: a situação das escolas municipais de São Carlos. Segundo o secretário de Educação, Roselei Françoso, pelo menos 10 unidades precisam de manutenção corretiva e três serão reformadas, sendo que uma delas não terá aulas e outra não terá recreação, pelo menos até o primeiro bimestre.
Recentemente a pasta recebeu um laudo que apontou que ao menos dez escolas necessitam de manutenção corretiva, a maioria delas com problemas crônicos relacionados à chuva e aos telhados das unidades.
De acordo com o secretário, foram contratadas três equipes – uma da administração e duas de empresas terceirizadas – com equipe mista contendo encanador, pedreiro, eletricista e afins para os trabalhos mais “básicos”.
“Estamos enfrentando isso, continuando o que tinha sido iniciado, mas não coloquei nenhuma escola nova para pintar porque não faz sentido pintar escola com problema de gotejamento dentro. Infelizmente faltou manutenção preventiva nessas unidades”, explicou.
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Problemas mais graves
O secretário explica que alguns orçamentos estão sendo elaborados por uma empresa terceirizada para obras em outras unidades. Os Cemeis Bento Prado e Maria Lúcia Marrara e a Emeb Carmine Botta, por exemplo, já tiveram serviços de manutenção autorizados.
Uma das escolas que ainda tem sérios problemas e que não vai atender alunos de recreação, pelo menos no primeiro bimestre deste ano, é a Cemei Julien Fauvel, que atualmente precisa de reformas no telhado, acessibilidade e em todo o espaço utilizado para recreação.
“Temos um problema sério com muitas árvores, com a folhagem que cai sobre o telhado e entope calha, bocal, então apodreceu uma parte do telhado. Nós temos um projeto contratado de 2016 que a licitação não ocorreu, então chamei a diretora e o arquiteto e decidimos fazer a reforma integral, provavelmente por etapas para não atrapalhar as aulas”, disse.
Outra unidade que também está “em situação caótica e sem saída”, segundo Françoso, é o Cemei Monsenhor Alcindo Siqueira, no Jacobucci. O prédio está sem telhado e sem condições de uso, portanto as crianças não devem estudar na unidade neste início de ano letivo.
“Estamos num prédio alugado e devemos continuar por mais dois ou três meses porque infelizmente a escola estava com muitos problemas, botaram uma empresa que é de fazer manutenção para fazer reforma, e estamos com tudo amarrado. Algumas coisas andaram, mas o pesado que é telhado, pintura, piscina, pombos, isso a gente ainda está lá com problema para resolver”, completou.
Com exceção dessas duas escolas, os trabalhos serão executados enquanto as aulas estiverem acontecendo, já que segundo Roselei, a manutenção não vai influenciar na realização de atividades nas unidades. O ano letivo terá início em 6 de fevereiro e serão atendidos cerca de 16 mil alunos em toda a rede municipal.
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