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São CarlosCotidianoPesquisadores brasileiros desenvolvem sensor de baixo custo que auxilia a detecção da doença de Alzheimer

Pesquisadores brasileiros desenvolvem sensor de baixo custo que auxilia a detecção da doença de Alzheimer

O trabalho envolveu o desenvolvimento de um sensor baseado em nano-pilares

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A doença de Alzheimer é um transtorno degenerativo muito comum, chegando a atingir entre 5 e 10% da população acima de 65 anos, com impactos diretos no funcionamento cerebral, exigindo diagnóstico precoce e rápido início de tratamento. Diante do crescimento da população com essa doença, encontrar mecanismos que facilitem seu diagnóstico é fundamental, algo que pesquisadores da Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo (EESC-USP), em parceria com pesquisadores da Universidade de York, na Inglaterra, têm conseguido desenvolver com êxito. Trata-se de um sensor fotônico de baixo custo, baseado na interação da luz com a matéria.

“Sensores fotônicos demonstraram ao longo dos últimos anos um grande potencial para detectarem a presença de entidades biológicas, como bactérias e proteínas, de relevância para a área da saúde humana, o que permite seu uso para diagnóstico de doenças. Contudo, a maior parte desses dispositivos utilizam materiais caros e equipamentos sofisticados de medição, inviabilizando a adoção do sensor em larga escala e seu uso por pessoas que não tenham conhecimentos laboratoriais. Foi neste cenário que encontramos a motivação para a realização deste estudo”, explica Guilherme Simoneti de Arruda, doutor em Engenharia Elétrica pela EESC e primeiro autor do artigo.

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Para Emiliano R. Martins, professor associado no Departamento de Engenharia Elétrica e de Computação (SEL) da EESC e orientador de Arruda, trata-se de uma contribuição científica relevante, uma vez que, para controlar a doença, é essencial desenvolver métodos de detecção que sejam baratos e acessíveis.

“O problema é que algumas proteínas no sangue, chamadas de beta-amiloide, que ajudam a detectar a doença, são de difícil identificação, por serem pequenas e em baixas concentrações, e por isso ainda não existe um sensor portátil e de baixo custo que desempenhe esse papel. Nosso sensor tem o potencial de suprir essa demanda”, ressalta Martins.

O trabalho envolveu o desenvolvimento de um sensor baseado em nano-pilares, como estruturas da forma de tubinhos na escala de nanômetros, que servem para aumentar a interação da luz com a matéria e, assim, deixar o sensor mais sensível.

“Para alcançar a sensibilidade necessária, nós amplificamos a resposta do sensor utilizando nanopartículas de ouro. Agora, precisamos desenvolver múltiplos canais no sensor para permitir que ele detecte diferentes tipos de amiloides, o que é importante para o monitoramento da doença”, pontua Martins.

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