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Cotidiano

Jovem manda 'nudes' e mulher cobra para não divulgar fotos

Com medo, ele pagou uma primeira vez e virou vítima de extorsão; no caso, a 'sextorsão'

| ACidadeON/Araraquara

Um fato é caracterizado pela "sextorsão", junção das palavras "sexo" e "extorsão" (Claudio Dias/ACidadeON)
O funcionário de um supermercado de Araraquara, que teve os dados pessoais preservados, mal sabia que uma conversa mais apimentada na internet terminaria em caso de polícia. Ele trocou alguns nudes (fotos de nudez ou teor sexual) sem saber que do outro lado estava aparentemente um ou uma golpista. Um fato é caracterizado pela "sextorsão", junção das palavras "sexo" e "extorsão", apesar de só esse último termo estar tipificado no Código Penal.

De acordo com a Polícia Civil, anteontem, sozinho, o jovem entrou em uma sala de bate-papo de um provedor de internet e passou a conversar com uma outra pessoa, aparentemente uma mulher identificando-se como Larissa. A conversa esquentou partindo para a troca de mensagens e fotos íntimas no WhatsApp. Mas, o que era diversão virou dor de cabeça.

Pouco depois, essa mesma mulher mandou nova mensagem extorquindo-o e pedindo dinheiro com a ameaça de divulgar as imagens. Assustado, o jovem se submeteu a pressão e fez um depósito bancário. O valor não foi divulgado. A extorsão não parou e, ontem, nova ameaça informando que iria postar as fotos em suas redes sociais e da sua família.

O jovem, então, procurou a delegacia de plantão de Araraquara e registrou o caso que passa a ser investigado pela Polícia Civil. Esse caso real se soma a outros parecidos registrados País afora. Nesta semana, um homem de 23 anos procurou a polícia em Maracaju, a 162 km de Campo Grande, para denunciar que estava sendo vítima de extorsão. A ação foi idêntica ao rapaz de Araraquara. No caso dele, pedia-se R$ 2 mil para não divulgar o material na internet.

Os dois casos reais e cada vez mais comuns expõem um crime ainda pouco conhecido: a "sextorsão". Junção das palavras "sexo" e "extorsão", o termo refere-se a ocasiões nas quais um criminoso ameaça divulgar imagens íntimas que podem ou não existir para obrigar a vítima a fazer algo contra sua vontade (como, por exemplo, chantageá-la a pagar somas em dinheiro, enviar mais fotos ou até fazer atos sexuais contra sua vontade).

A "sextorsão" tem se tornado cada vez mais comum, segundo dados da SaferNet Brasil, uma ONG dedicada a defender os direitos humanos na internet. Em 2007, por exemplo, a organização registrou apenas cinco casos. Em 2017, o número saltou para 289 considerando-se ainda que apenas uma em cada três vítimas conta a alguém sobre o crime! Nesse ritmo, podemos ter mais de 16 mil indivíduos vitimados até o final de 2027. (veja dicas clicando aqui)

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