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Cotidiano

Defesa de empresário entra com pedido de habeas corpus no TJ-SP

Fernando Ganci responde pela morte do tatuador Marcos Gentil Romero. Crime aconteceu em dezembro de 2018, próximo ao terminal rodoviário de São Carlos

| ACidadeON/São Carlos

Defesa pede liberdade provisória de empresário que matou tatuador
 

Na última semana, a defesa do empresário Fernando Ganci entrou com um pedido de habeas corpus no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) para que ele responda o processo pela morte do tatuador Marcos Gentil Romero, o Tsunami, em liberdade. Em dezembro, a defesa já havia entrado com um pedido de liberdade em 1ª instância, mas foi negado pela Justiça da cidade.  

De acordo com o advogado Abalan Fakhouri, o suspeito é réu primário e possui endereço fixo, o que pode ser levado em conta no pedido. Além disso, afirmou que "a jurisprudência não se opõe a liberdade para crimes hediondos, desde que o réu se comprometa a comparecer em todos os atos do processo".  

Ainda segundo Fakhouri, a defesa está fazendo o possível para agilizar o processo e aguarda a decisão da Justiça. O empresário Fernando Ganci está preso na Penitenciária de Araraquara.  

Entenda o caso 

Uma câmera de segurança flagrou a briga de trânsito que resultou na morte do tatuador Marcos Gentil Romero, de 36 anos, no dia 3 de dezembro de 2018, na região do Terminal Rodoviário de São Carlos.  

As imagens, obtidas pelo Grupo EPTV, mostram o carro do empresário Fernando Ganci, um HB20S, parando em uma vaga de estacionamento na Rua César Ricome. O tatuador também para o veículo, um Sonata de cor preta, no meio da via.  

O empresário desce do carro, vai até a porta do veículo do tatuador e o atinge com um soco. Em seguida, Fernando saca a arma da cintura, atira quatro vezes contra a vítima e foge.   


Prisão e depoimento  

O empresário responsável pela morte do tatuador Marcos Gentil Romero, conhecido como Tsunami, foi ouvido pelo delegado Gilberto de Aquino na manhã do dia 11 dezembro. De acordo com Aquino, Fernando Ganci relatou que reagiu com medo de que a vítima o agredisse primeiro.  

"Ele disse que estava fazendo a conversão para entrar em uma das vagas, quando foi fechado pela vítima que, nesse momento, passou a xingá-lo. Ele [Fernando] estacionou e foi verificar o que aconteceu, mas ele estava armado com o revólver do pai. Colocou a arma nas costas e foi se desculpar com a vítima. O autor disse que a vítima tentou reagir e que ele a empurrou. Nesse momento, [Fernando] viu a vítima fazer um movimento com as mãos e pensou que a vítima estava armada, por isso atirou várias vezes", explicou o delegado.  

Responsável pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de São Carlos, Aquino afirmou que o movimento da vítima caracteriza o intuito de liberar o cinto de segurança do carro, não o de estar armado. "Depois do crime, o autor deixou as compras na sua casa e saiu sem rumo. Ele pegou sentido Ribeirão Preto e jogou a arma no Rio Mogi, foi quando viu que havia quatro capsulas deflagradas, o que mostra que ele efetuou quatro disparos contra a vítima", contou Aquino.  

A esposa de Fernando chegou a contatá-lo durante o tempo em que ficou foragido e o informou que a sua prisão temporária já estava decretada. Ele resolveu voltar e se entregar quando foi preso próximo à divisa entre São Paulo e Mato Grosso do Sul.