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Jovem de 22 anos morre e família acusa negligência médica em São Carlos

Leonardo Rayner se machucou no futebol e passou por seis atendimentos em 31 dias, morrendo na Santa Casa na madrugada de sexta-feira (7)

| ACidadeON/São Carlos

Jovem de 22 anos morre e família aponta negligência médica em São Carlos
Enterrado no sábado (8), um jovem de 22 anos morreu em São Carlos após machucar o tornozelo em uma partida de futebol e passar por diversos atendimentos médicos no município. A família de Leonardo Rayner se revoltou e decidiu registrar um boletim de ocorrência por conta do que acreditam ter sido um caso de negligência médica. De acordo com a família, o jovem pode ter morrido devido a uma embolia pulmonar causa por um trauma. O caso será investigado pela Polícia Civil. As informações são do Jornal da EPTV.  

Rayner morreu na Santa Casa de São Carlos, na madrugada da sexta-feira (7), após passar por seis atendimentos médicos em 31 dias, em duas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e na Santa Casa.  

O rapaz havia casado há quatro meses. Segundo a sogra, Sueli de Almeida Godoi, um dia após se machucar, ele não conseguia colocar o pé no chão e foi até a UPA da Vila Prado. Fez um raio-x e o médico que o atendeu disse que teria havido uma luxação e o enviado para casa com um atestado de três dias.  

Dias depois, com o pé inchado e muitas dores ele voltou a UPA e outro médico que diagnosticou uma fratura e o encaminhou para um ortopedista.
No dia seguinte, ele foi levado para a Santa Casa, onde um ortopedista disse que o tornozelo não estava quebrado e colocou uma tala no rapaz.
As dores continuaram e ele voltou à Santa Casa mais uma vez. Foi atendido por uma médica que fez raio-x e atestou que o osso estava quebrado e a falta de tratamento adequado havia causado uma complicação no local. "Ela falou: Leonardo, o seu pé está quebrado, tá com o trinco na canela e o ossinho do lado do tornozelo ficou esfregando osso com osso e causou um dano no osso, tipo um buraco", contou a sogra.  

A médica engessou o pé e marcou um raio-x para os dias seguintes para ver se era caso de cirurgia.  

Rayner passou a ter febre alta e foi levado pela família para a UPA da Vila Prado, mas como o equipamento de raio-x estava quebrado, ele foi para a UPA do bairro Santa Felícia, onde fez o exame do pulmão. "O médico disse que ele estava com uma manchinha no pulmão, que era um começo de pneumonia. Deu antibióticos para ele tomar, mas vire e mexe ele estava com dor, falta de ar, cansaço", contou Sueli.  

O gesso começou a esfarelar e, em 26 de maio, ele foi à Santa Casa onde, segundo a sogra, o mesmo médico que o tinha atendido pela primeira vez dizendo que era luxação se negou a atende-lo. "O médico se negou a atender, falou que não iria trocar o gesso, que ali não era lugar de trocar o gesso. A gente discutiu com ele, falou que ia trocar, ele falou que não. Quem atendeu a gente foi o gesseiro que refez o gesso, não foi trocado e não foi tirado o raio-x para ver se tinha acontecido alguma coisa com o pé que estava mole porque o gesso não estava firme. Ficamos esperando a polícia chegar e aí eu fiz u boletim contra o médico por negligencia médica", afirmou Sueli.  

Na quinta-feira (6), ele passou mal com ânsia de vômito e dor no peito e foi levado novamente para a UPA da Vila Prado, onde a médica de plantão identificou que os batimentos estavam acelerados. "A médica examinou ele, disse que ia fazer exame de sangue e raio-x e perguntou se ele tinha tomado anticoagulante.

Como a dor não passava, foi feito um encaminhamento para a Santa Casa, onde ele foi levado pela esposa e pela sogra, piorou e morreu na madrugada de sexta-feira. "Passou na mão de tanto medico e nenhum deu esse anticoagulante para o menino. A gente não é medico, não entende nada, mas a gente acha que tem alguma coisa errada e que seja investigada a causa da morte dele porque para mim tem erro médico aí", afirmou Sueli.   

Jovem de 22 anos morre e família aponta negligência médica em São Carlos

 

Posicionamentos
A Santa Casa de São Carlos emitiu uma nota na qual lamenta o ocorrido. Disse que irá abrir sindicância para apurar os fatos e tomara as medidas necessárias, após consolidar as informações.  

A Secretaria de Saúde de São Carlos disse, em nota, que o paciente foi atendido em 6 de junho na UPA da Vila Prado e encaminhado à Santa Casa para realização de exames que não são oferecidos na unidade para o fechamento de diagnóstico, mas não informou sobre os atendimentos realizados nos últimos 30 dias, apenas disse que ele passou por atendimento e que não disponibiliza o laudo médico.

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