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DIG esclarece assassinato do prefeito de Ribeirão Bonito

Empresário suspeito de participar do crime se entregou à polícia na noite desta sexta-feira (3). Outro homem já havia sido preso na capital paulista

| ACidadeON/São Carlos

DIG esclarece assassinato do prefeito de Ribeirão Bonito. Foto: ACidade ON São Carlos

Um empresário suspeito de participar do assassinato do prefeito de Ribeirão Bonito, Francisco Campaner (PSDB), de 57 anos, se entregou à polícia na noite desta sexta-feira (3). Ele estava na cidade de Limeira e deve prestar depoimento na segunda-feira (6). Um vigilante que também é suspeito do crime foi preso na quinta-feira (2) por investigadores da Delegacia Seccional de São Carlos na capital paulista.  

No fim da tarde de hoje, a Polícia Civil concedeu uma entrevista coletiva e afirmou que o motivo do crime foi o cancelamento de um contrato de transporte escolar e a falta de pagamento de serviços prestados à prefeitura, o que gerou desavenças entre o empresário e o prefeito. "Houve uma troca de quem promovia o transporte escolar. Esse foi promovido por esse empresário, e depois por outro empresário. Ele ficou muito nervoso, sofreu sérios prejuízos, além de estar devendo, ele perdeu a concessão, então ele teve uma queda brusca em seus rendimentos financeiros. Isso o deixou muito irritado e chegou a esse ato", informou o delegado Geraldo Souza Filho. 

A DIG não detalhou quem realizou os disparos contra o prefeito para não prejudicar as investigações. O empresário tinha um mandado de prisão temporária por 30 dias expedido contra ele e foi encaminhado ao Centro de Triagem. 

Provas de ameaças
O portal ACidade ON teve acesso a um áudio onde há uma suposta ligação entre o suspeito e o prefeito Chiquinho Campaner (PSDB) e que circula em aplicativos de mensagens. Segundo o delegado, "o áudio está ligado diretamente ao delito".    

Ouça o áudio:


Suspeito de matar prefeito de Ribeirão Bonito é apresentado na DIG de São Carlos. Foto: Claudinei Junior/CBN São Carlos

Interrogatório

De acordo com a DIG, o interrogatório do vigilante Cícero Alves Peixoto durou cerca de três horas. Ele foi preso e ouvido nesta sexta-feira (3).  

"A prisão foi tranquila, sabíamos que ele estava envolvido. Ele se manifestou, foi ouvido com a advogada e contou exatamente como o crime ocorreu. Esteve em Ribeirão e fez um reconhecimento do terreno para poder agir. Ele veio até aqui para realizar o que foi feito", informou o delegado. 

O suspeito ainda afirmou que recebeu um pagamento após concluir a execução, mas o valor não foi informado. Cícero já respondeu por dois homicídios.   

Segundo a advogada Fabiana Carlino Luchesi, Cícero era amigo do empresário suspeito, sabia que o prefeito seria assassinado quando veio para Ribeirão Bonito e não recebeu nenhum valor para participar do crime. "Ele é co-autor do crime, mas não cometeu nenhum ato de execução".

A DIG ainda informou que há mais diligências a serem realizadas. O caso continua sendo investigado. "Pode ser que haja informantes ou colaboradores, não está descartada", concluiu o delegado.  

Participaram da coletiva o delegado da Seccional, Rogerio Fakhany Vita, o delegado interino da DIG, Geraldo Souza Filho, e o delegado de Ribeirão bonito, Reinaldo Lopes Machado. Mais de 30 policiais participaram da investigação.   


Entenda o caso
O prefeito Francisco Campaner (PSDB) foi assassinado com quatro tiros na tarde no dia 26 de dezembro, em uma estrada de terra na zona rural do município de Ribeirão Bonito.  O chefe do gabinete, Edmo Gonçalo Marchetti, e o amigo Ary Santa Rosa, também foram baleados, mas estão bem. 

Prefeito de Ribeirão Bonito, Francisco Campaner (PSDB)

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