Aguarde...

cotidiano

Assassinato de chapeiro em São Carlos foi motivado por ciúmes

Suspeito se apresentou ao delegado do 1° Distrito Policial e confessou o crime. Ele foi indiciado por homicídio doloso

| ACidadeON/São Carlos

1º e 4º Distritos Policiais de São Carlos. Foto: ACidade ON
 

A Polícia Civil de São Carlos indiciou Marcos Rodrigo de Souza pela morte do chapeiro Claudinei Nunes Mendes, de 30 anos. O crime ocorreu no dia 1° de janeiro, no Jardim Santa Maria II.  

De acordo com o delegado do 1° Distrito Policial, Maurício Antônio Dotta e Silva, Marcos se apresentou na tarde de quarta-feira (8) e confessou o crime. "Ele com certeza ficou sabendo que a polícia agia para prendê-lo e se antecipou aos fatos, se apresentando aqui na delegacia", disse Dotta e Silva.  

Ciúmes  

Ainda segundo a polícia, o crime teria sido motivado por ciúmes. "Ele contou que estava em uma festa com a esposa e que o tio dela ficava olhando muito para ela. Isso o incomodou e ele acabou deixando a confraternização e voltaram para a casa deles. Eles discutiram e ele acabou colocando a moça para fora de casa", explicou o delegado.   

Delegado Maurício Antônio Dotta e Silva (Foto: Arquivo/EPTV)

Em seguida, a esposa de Marcos teria contado isso para os parentes dela, que foram até a casa do casal para saber o que estava acontecendo. "Os parentes foram até a casa e, para a surpresa de todos, com o tio junto. Então, como já teria tido uma discussão lá na festa, teve outra agora na casa. A briga sai fisicamente e o indiciado resolve voltar para o interior da casa e armar-se com uma faca, então acontece o ferimento que levou a morte do tio dessa moça. Eles brigaram novamente e o resultado foi esse", contou Dotta e Silva.  

O delegado explicou que o Marcos Rodrigo de Souza foi indiciado pelo crime de homicídio doloso, mas que, inicialmente, ele vai responder em liberdade por preencher os requisitos da lei. "Nós estamos ouvindo as testemunhas visuais do fato, juntando os laudos requisitados do IC [Instituto de Criminalística] e principalmente do IML [Instituto Médico Legal] para a gente ver se o que ele relatou vai coincidir com o ferimento apontado pelo médico. Depois disso, nós vamos fazer um juízo de valor, de forma mais categórica, com um quadro mais completo, para saber qual o próximo passo da Polícia Judiciária", concluiu o delegado.

Mais do ACidade ON