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Ativista de São Carlos é alvo de operação da Polícia Federal

Sara Winter é natural da cidade de São Carlos e é um dos 29 alvos da operação contra fake news nesta quarta-feira

| ACidadeON/São Carlos

 (Foto: Denny Cesare/Código19)

A ativista Sara Winter, natural de São Carlos, é um dos 29 alvos de uma operação da Polícia Federal contra fake news, deflagrada na manhã desta quarta-feira.   

A PF cumpre 29 mandados de busca e apreensão no chamado inquérito das fake news, que apura ofensas, ataques e ameaças contra ministros do STF.  

O ex-deputado Roberto Jefferson, o empresário Luciano Hang, assessores do deputado estadual paulista Douglas Garcia (PSL) e ativistas bolsonaristas estão entre os alvos.   

Sara Winter foi a primeira brasileira a integrar o Femen, mas hoje é conservadora - Foto: arquivo


A operação também tem na mira os deputados federais Bia Kicis (PSL-DF), Carla Zambelli (PSL-SP), Daniel Lúcio da Silveira (PSL-RJ), Filipe Barros (PSL-PR), Junio do Amaral (PSL-MG), Luiz Phillipe Orleans e Bragança (PSL-SP), além dos deputados estaduais Douglas Garcia (PSL-SP) e Gil Diniz (PSL-SP). 

O principal foco da operação é um grupo suspeito de operar uma rede de divulgação de notícias falsas contra autoridades, além de quatro possíveis financiadores dessa equipe.As ordens foram expedidas pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, e estão sendo executadas no Distrito Federal, Rio de Janeiro, São Paulo, Mato Grosso, Paraná e Santa Catarina. A investigação corre em sigilo.

Outros alvos da operação são Allan dos Santos e o o humorista Rey Bianchi. A operação mira ainda quatro supostos financiadores de fake news.

A Folha de S.Paulo mostrou no dia 25 de abril que as investigações identificaram indícios de envolvimento do vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho do presidente, no esquema de notícias falsas. O inquérito busca elementos que comprove sua ligação e sustente seu possível indiciamento dele ao fim das apurações.

Outro filho de Jair Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro, deputado federal pelo PSL de SP, também é suspeito.Nesta manhã, em meio à operação da Polícia Federal, Carlos esreveu em rede social. "O que está acontecendo é algo que qualquer um desconfie que seja proposital. Querem incentivar rachaduras diante de inquérito inconstitucional, político e ideológico sobre o pretexto de uma palavra politicamente correta? Você que ri disso não entende o quão em perigo está."


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