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Polícia busca esclarecer quem realizou disparo que matou jovem em Dourado

Dono da arma disse aos policiais que Jonas teria atirado contra a própria barriga; mãe questiona versão e pede por justiça

| ACidadeON/São Carlos

Jonas Ambrósio morreu por disparo de arma de fogo em Dourado (SP). Foto: Arquivo pessoal
 

A mãe do jovem de 31 anos morto por disparo de arma de fogo durante uma confraternização em um sítio no sábado (25), em Dourado (SP), não acredita na versão dada pelo dono da arma e pede para que o caso seja investigado. "Queremos que a justiça seja feita", disse. A Polícia Civil já trabalha com a hipótese de que o tiro não tenha sido disparado pela vítima.

Em entrevista ao portal ACidade ON São Carlos nesta segunda-feira (27), a mãe Maria José Carvalho disse que durante o sepultamento de Jonas Ambrósio, uma testemunha do caso desmentiu a versão dada pelo dono da arma e contou a ela o que teria acontecido no dia.

"Ele chegou até mim e me abraçou, eu perguntei pra ele porque queria saber a verdade e ele me falou que ele [o dono da arma] levou a arma, que ele estava bêbado, ele chamou o meu filho para brincar de tiro ao alvo. Meu filho deu dois tiros na lata, o advogado pegou a arma na mão para recarregar e, como estava bêbado, ao manusear a arma, ele disparou um tiro na barriga do meu filho", disse.

Ainda segundo Maria José, familiares e amigos estão se sentindo indignados com a versão dos fatos apresentada e pedem para que o caso seja investigado minuciosamente.

"Eu não sei nem como descrever o que a gente está sentindo nesse momento. Espero que a justiça seja feita, que seja tudo às claras e que cada um pague pelos seus atos. Ele principalmente, porque foi ele que levou e ele que atirou, mesmo que seja sem querer, e também se teve negligência, se demorou em socorrer meu filho. Eu só quero que tudo seja retratado", desabafou a mãe.

Nas redes sociais, familiares e amigos também pedem por justiça para o jovem Jonas Ambrósio, que descrevem como um rapaz educado, inteligente e divertido.

Investigação

De acordo com o delegado de Dourado, Reinaldo Machado, a Polícia Civil já trabalha com a possibilidade não de ter sido Jonas o responsável pelo tiro. "O boletim de ocorrência narra que houve um tiro acidental, que teria sido praticado pela própria vítima. Mas nós já estamos trabalhando com outra hipótese: de ter havido um disparo acidental, mas não efetuado pela própria vítima, e sim por outra pessoa ".  

Ainda segundo Machado, o trabalho da perícia vai ser decisivo para esclarecer quem foi o responsável pelo disparo. "O laudo pericial vai ser determinante para a gente constatar se realmente houve um disparo praticado por terceiro ou se foi a própria vítima que ceifou sua vida. Eram todos amigos, estavam em uma confraternização. Então, a gente está trabalhando com a hipótese de ter ocorrido um acidente. Agora nós vamos investigar se o disparo partiu da própria vítima ou de outra pessoa que estava ali na confraternização", concluiu o delegado.

Entenda o caso

O jovem Jonas Ambrósio morreu no sábado (25), em uma confraternização em um sítio no município. De acordo com o boletim de ocorrência, o revólver calibre 22, de onde veio o tiro, era de um advogado que também participava do churrasco.

Questionado pelos policiais, o dono da arma informou que estava praticando tiro contra latinhas de cerveja e a vítima teria pedido para atirar também. No entanto, ele não teria dado permissão e deixou a arma em cima de uma mesa, mas quando retornou, encontrou Jonas com um ferimento na barriga. O advogado também relatou que a vítima teria dito que atirou contra ela mesma.



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