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DIG procura membros de quadrilha investigada por aplicar golpes em São Carlos

Os investigados usam documentos falsos e enganam pessoas vendendo veículos alugados de locadora. São-carlense relatou prejuízo de cerca de R$ 55 mil

| ACidadeON/São Carlos

Primeiro da esquerda para a direita, Léo Alves Pedrosa já foi identificado pela Polícia Civil. Foto: Divulgação/ Polícia Civil
 

A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) investiga uma quadrilha pela prática de estelionato em São Carlos e em outras cidades da região. Os investigados usam documentos falsos e enganam pessoas vendendo veículos alugados.

De acordo com o delegado Gilberto de Aquino, um dos membros da organização criminosa é Léo Alves Pedrosa. A polícia agora busca identificar outras duas mulheres e homem conhecido como Hugo.

Além disso, também investiga a participação de um despachante policial da cidade de Santa Rita do Passa Quatro (SP) no esquema.

Ao todo, quadrilha se apropriou e negociou sete carros que alugou de uma locadora de veículos na cidade de São Paulo.

Procurada, a empresa que aluga veículos ainda não se manifestou sobre o caso.

Investigação

A investigação começou quando uma das vítimas dessa quadrilha procurou a polícia.

O homem comprou um carro no valor de cerca R$ 55 mil de um Léo Alves Pedrosa, que se identificou como sendo José Fernando dos Santos.

Ele foi abordado quando estava saindo de uma garagem de veículos na Avenida São Carlos. Acompanhado de uma mulher e dizendo estar apertado, o suspeito ofereceu o carro, avaliado em cerca de R$ 60 mil, por R$ 55 mil.

A vítima se interessou pelo negócio, levou o veículo até o mecânico e também ao despachante.

Em seguida, combinaram de ir até o cartório, onde foi reconhecido que o carro realmente estava no nome de José Fernando e não havia nenhum tipo de restrição para a venda.

Dessa forma, acreditando estar tudo em ordem, ele fez a transferência de R$ 49,5 mil para José Fernando, R$ 3,3 mil para a mulher que se passava como namorada do estelionatário e pagou o restante em dinheiro.

O carro foi transferido para o nome dele e a negociação foi finalizada seguindo todos os procedimentos corretos.

No entanto, após dois meses usando o carro, a vítima foi renovar o licenciamento e descobriu que o automóvel havia sido bloqueado por uma locadora de veículos, de São Paulo, por estelionato.

De acordo com a Polícia Civil, essa empresa que aluga carros era a verdadeira proprietária do carro e também foi vítima dos criminosos.

Segundo apurado, a quadrilha atua da seguinte forma: primeiro aluga o carro nessa locadora pelo período de 30 dias, depois o transfere mais de uma vez usando documentos falsos e, em seguida, busca pessoas (vítimas) interessadas para fazer o negócio. "Eles ficam próximos a essas garagens de venda de veículos e, assim que percebem essas pessoas saindo da garagem, se aproximam e oferecem veículos de primeira qualidade, seminovos, com documentação em ordem, com pesquisas feitas, sem nenhuma restrição", explicou Aquino. 

Delegado Gilberto de Aquino investiga o caso. Foto: CBN São Carlos


No caso do carro vendido para esse homem de São Carlos, o investigado Léo Alves Pedrosa usou os documentos de José Fernando dos Santos, que já morreu.

Ainda segundo o delegado, o esquema de transferência dos veículos passava pelas cidades de Campinas e Santa Rita do Passa Quatro.

Os sete veículos que a quadrilha pegou na locadora foram transferidos por meio da Ciretran de Santa Rita do Passa Quatro. Todos com o mesmo despachante policial.

De acordo com a Polícia Civil, esse homem já prestou depoimento e também está sendo investigado.

Golpistas


Procurado na cidade de Campinas, Léo Alves Pedrosa tem uma vasta ficha na polícia pela prática de crimes como estelionato, falsificação de documento público e furto.

Para enganar as pessoas e vender os carros alugados, além de usar o nome do falecido José Fernando dos Santos, o investigado também usava o nome de Marcelo Oliveira Alves, que é uma pessoa que perdeu o documento e nada tem a ver com os golpes.

Ainda segundo a polícia, Léo alterou esses documentos colocando uma foto dele.

O nome de Márcia de Almeida, que é moradora do Estado de Minas Gerais e perdeu o documento, também vem sendo utilizado pela quadrilha.

Além disso, os investigados também usam o documento perdido de outra moradora de Minas Gerais chamada Luzinete.

"Quando as vítimas compram o carro e pagam devidamente, ele está ordem, regular, tanto no sistema do Detran como na vistoria. Ele não tem problema nenhum. Mas se puxar a placa, a pessoa vai ver que antes o veículo consta em nome de uma terceira pessoa e antes no nome da locadora", explicou Gilberto de Aquino.


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