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Mulher é presa após chamar a vizinha de macaca

A agressora, que também rasgou as roupas que a vizinha usava e mordeu a coxa dela, conseguiu liberdade provisória menos de 12 horas após o crime.

| ACidadeON/São Carlos

Delegacia Seccional de Polícia de Rio Claro (SP). Foto: Fábio Rodrigues/G1
 

Uma mulher de 53 anos foi presa, na sexta-feira (18), após chamar a vizinha, de 48, de macaca na Vila Paulista, em Rio Claro.

Segundo o boletim de ocorrência, por volta das 4h da madrugada, a suspeita iniciou os xingamentos de cunho racista contra a vizinha, acusando a mulher de ter quebrado algumas telhas de sua residência.  

A vítima, que estava sozinha em casa, permaneceu em silêncio, apenas ouvindo as ofensas que duraram cerca de três horas e meia.  

Por volta as 7h30, quando a vítima saiu de casa para ir trabalhar, a suspeita a seguiu na rua, a chamando de "macaca, gorila, saci e beiçuda" e passou a agredi-la. A vítima teve as roupas rasgadas e sofreu uma mordida na coxa.   

O marido da vítima voltava do trabalho e, ao presenciar as agressões, separou as duas mulheres.  

Já com outros dois boletins de ocorrência registrados contra a agressora, a vítima afirma que o motivo da implicância seria sua cor de pele, já que os xingamentos são sempre de cunho racista e que a mulher, por diversas vezes, jogou cascas de banana em seu quintal.  

A vítima também relatou que os xingamentos são sempre contra ela e seu filho, que também é preto e nunca direcionados ao marido, que é branco.  

Prisão  

A polícia foi chamada, mas não encontrou a suspeita no local. Ao voltarem para a delegacia, encontraram a mulher que disse que "eles estavam em cima da minha casa, esses macacos", enquanto fazia o gesto de esfregar a mão no antebraço.  

Ainda de acordo com BO, antes que ela terminasse a frase, a autoridade policial deu voz de prisão à mulher pelos crimes de perseguição, lesão corporal e praticar discriminação ou preconceito de raça.  

A vítima foi conduzida ao Instituto Médico Legal (IML) para exame de corpo delito e a mulher foi presa na carceragem local. 

Menos de 12 horas depois da prisão, a Justiça concedeu um alvará de soltura, fixando uma medida cautelar proibindo a agressora de manter qualquer contato físico, verbal ou gestual contra a vítima ou qualquer um de seus familiares. 

 *Com informações do G1 São Carlos e Araraquara 




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