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Fãs esperam mais de 6h em fila para assistir 'Os Vingadores' em São Carlos

Conheça a história de duas jovens apaixonadas por fantasias, um colecionador fanático por quadrinhos e uma bebê de 1 ano que já fez cosplay em exibição de filme

| ACidadeON/São Carlos

Fãs aguardam na fila para ver o novo filme dos Vingadores em São Carlos
Após 11 anos, 21 filmes e muita expectativa, não é de se espantar que a estreia de Vingadores: Ultimato já quebrou diversos recordes de bilheteria pelo mundo em apenas um dia. Na cidade de São Carlos, os efeitos da febre não foram diferentes: semanas antes do filme ser colocado em cartaz, os ingressos já haviam se esgotado. Para assistir à estreia do filme em um cinema na Rua Major José Inácio, no Centro, alguns fãs enfrentaram a preguiça e encararam mais de seis horas de espera até que a sala fosse aberta, por volta de meia-noite.  

O primeiro fã da fila, que preferiu não conceder entrevista, revelou que havia chegado ao cinema por volta das 17h30 da tarde de quarta-feira (24). Ele contou que saiu do trabalho e correu direto para a fila.  

Fã de longa data, a estudante Helena Medeiros Orsi* também foi uma das primeiras pessoas a começar a formar a fila para o longa-metragem. "Cheguei na fila às 18h30, não fui a primeira. Como é um filme de 3h, minha preparação é comer bem antes, usar o banheiro antes, para chegar à meia-noite e não estar com fome nem vontade de ir ao banheiro. Deus me livre perder esse filme por estar com vontade de fazer xixi", explicou.  

Fantasiada como uma das heroínas, a Capitã Marvel, a jovem espera que a obra seja surpreendente. "Minha expectativa é de finalmente ter um fechamento para esses 11 anos de filmes, a conclusão de toda uma era. Espero que tenha muita emoção. Assim como fizeram na Guerra Infinita, eu não quero um final feliz. Eu quero algo mais próximo da realidade. Em um filme de herói, já não é fácil fazer isso. Tenho certeza que vou chorar muito, rir muito, ficar feliz, triste, e sei que vai superar todas as minhas expectativas", completou.   

Helena Orsi vestida como Capitã Marvel

 
Paixão e hobby
Helena teve seu primeiro contato com os filmes da Marvel aos 9 anos, em 2008, quando foi lançado o primeiro filme do Homem de Ferro. Com o tempo, a jovem passou a admirar cada vez mais as histórias do cinema, que a inspiraram a começar a ler os quadrinhos de Thor. "Eu e meus amigos, a gente sempre vem para a fila às 18h, mesmo que o filme comece à meia-noite. Desde que entrei na faculdade e conheci meus amigos, esse se tornou nosso ritual. A gente fica muito animado, ansioso, pensando, criando teorias e imaginando todos os finais possíveis", falou.  

Alguns dos heróis, como é o caso da Capitã Marvel, inspiraram a vida pessoal da jovem. "Minha heroína favorita é a Capitã Marvel, sem dúvidas. Ela é uma personagem muito poderosa, mas antes disso ela é uma mulher muito forte e empoderada, e isso é incrível para mim. É muito legal ter um personagem que você olha, pode se identificar, e ela ser uma mulher, piloto, em uma época que não era fácil. Sofreu muita humilhação para chegar onde chegou, então você vê que ela já era uma heroína antes mesmo de ganhar os poderes dela. É incrível", relatou.  

A jovem é adepta do Cosplay, termo inglês formado pela junção das palavras costume (traduzida como fantasia) e rolepaly (traduzido como brincadeira ou interpretação). O Cosplay é considerado um hobby no qual os participantes se fantasiam de personagens. "Eu sempre gostei de me fantasiar, desde criança. Quando eu comecei a ler Percy Jackson e descobri que as pessoas faziam cosplay disso, achei incrível. Meu primeiro cosplay foi de Calipso, uma deusa da mitologia grega e também do Percy Jackson. Foi algo muito simples, mas desde então me apaixonei por esse universo de cosplay. Eu comecei a fazer cosplay indo às pré-estreias fantasiada. Hoje em dia eu tenho três principais, que venho fazendo há algum tempo e que são três personagens que eu me identifico muito e que às vezes consigo até ganhar dinheiro com isso. São a Capitã Marvel, a Peggy Carter, do Capitão América, e a Rey do Star Wars", comentou.  

Para Helena, o cosplay é mais do que apenas uma brincadeira, mas também uma forma de se sentir bem, podendo até mesmo se tornar uma profissão. "Não é só um hobby, porque tem gente que consegue até sustentar a família indo em eventos, fazendo comerciais e ficando em estandes. Eu faço mais por amor aos quadrinhos e aos personagens. Fui esse ano convidada pela Marvel para ir ver a pré-estreia de Capitã Marvel. Foi muito incrível a sensação de ser notada pela Marvel Brasil, é a coisa mais legal que você pode ter como cosplayer. Foi algo fora do normal, fiquei muito feliz com esse convite, acho que foi o ápice da minha vida de cosplayer", afirmou.   

A pequena Taiga, Mario e Gaby, caracterizada como Capitã Marvel


Amor em família
Casada com o colecionador de quadrinhos Mario Martiniano, Gaby Sá** também é cosplayer e apaixonada pelos filmes da Marvel. Assim como o marido, ela se mostra ansiosa para assistir ao filme. "Normalmente nós gostamos de chegar uma hora antes, que é uma preparação razoável. Não é a ideal, porque para esse filme eu acho que a fila vai dar a volta no quarteirão. Para alimentação, nós gostamos muito de pipoca, chocolate e água com gás. No meio do filme um dos dois sempre acaba saindo para pegar mais alguma coisa. É uma coisa bem informal, no par ou ímpar, uma situação de olhar um para a cara do outro e ver quem está mais disposto a se sacrificar", contou.  

Gaby começou a se interessar pelo cosplay ainda na infância, quando entre amigos e primos escolhiam personagens de videogame para assumir a identidade. No entanto, foi apenas em 2013, durante o Anime Sanca Fest, que a artista plástica tomou gosto pelo hobby. "Era algo grande para a cidade, mas relativamente pequeno perto do que acontece em São Paulo, por exemplo. Fiz o cosplay de Cammy White, do Street Fighter, e foi muito bacana a sensação e a emoção de estar no palco, várias pessoas te reconhecerem e elogiarem. Gostei demais e acho que esse é o principal motivo que eu continuo no cosplay", revelou.  

Para a estreia desta quinta-feira (25), Gaby, assim como Helena, também escolheu se fantasiar de Capitã Marvel, a mais poderosa heroína no universo cinematográfico dos quadrinhos Marvel. A preparação, segundo ela, demandou muita dedicação. "Foram meses de preparação. Desde mudar a cor do cabelo, porque eu estava ruiva e fui clareando aos poucos e deixando crescer para evitar usar peruca. O próprio cosplay já é muito quente. Tive que aprender a costurar nesse nível, porque é muito complexo. São várias peças pequenas, como se fosse um quebra-cabeça, e tudo modelando. Então aprendi modelagem, molde, tive que estudar muito, inclusive sobre materiais. Meu desafio era fazer esse cosplay de um nível avançado com o orçamento mais baixo que conseguisse, e acho que deu certo", falou.    

Mario coleciona quadrinhos e outros objetos relacionados à Marvel

Aficionado
Já o marido, Mario Martiniano, diz que tem alguns costumes para assistir aos filmes no cinema. "Gosto de ver os filmes da Marvel com uma camiseta da Marvel. Para ver o primeiro filme do Homem de Ferro, dei um jeito de comprar uma camisa do Homem-Aranha", contou.  

Apaixonado por quadrinhos desde a adolescência, o microempreendedor começou a se interessar pela Marvel nos anos 90. "Conheci pelos desenhos dos X-Men e do Homem-Aranha. Na época, o Sesc tinha na biblioteca um acervo de quadrinhos e eu passava as tardes lá, porque treinava basquete. Sempre, antes ou depois do basquete, eu parava lá para ler os quadrinhos, e a grande maioria era do Homem-Aranha. Ele foi o primeiro herói que me chamou a atenção, principalmente porque ele é muito humano, ele entende o senso de responsabilidade dele, a própria função no mundo e sabe que paga um preço caro por ajudar aos outros. É uma mensagem muito pesada e poderosa para um adolescente", disse.  

Como fã dos quadrinhos, Mario está muito satisfeito com as adaptações para os cinemas. "Quando a Disney comprou a Marvel, criaram esse universo, que foi uma proposta inovadora no cinema. Se você assistir os filmes separadamente, eles faziam sentido, mas te deixavam com uma pulguinha atrás da orelha para você querer saber mais, culminando no primeiro filme dos Vingadores. É algo como uma série cinematográfica. Achei as adaptações, no geral, boas", comentou.  

A paixão do casal pelos quadrinhos e filmes parece já ter atingido a próxima geração da família, no caso a pequena Taiga de Sá Martiniano de apenas um ano. "Minha filha, aos 5 meses, foi assistir ao filme do Pantera Negra no cinema comigo e com a Gaby. Com orelhinhas de gatinho e avançando na pipoca. O pessoal diz que é muito novinha e não entende o motivo de leva-la ao cinema, mas crianças acostumadas ao cinema não costumam atrapalhar o filme dos outros. Elas criam um entendimento daquilo. Para um filme de três horas, é lógico que não vou leva-la, porque é muito cansativo. Normalmente ela não dá trabalho, costuma assistir e curtir o cinema com a gente", lembrou Mario.  

Gaby afirma que também pretende levar a filha para eventos de cosplay futuros. "Como tive a Taiga, parei de frequentar eventos grandes para ficar em casa com ela. Logo logo ela desmama e eu pretendo voltar aos eventos e leva-la para curtir também", relatou.

*Para conhecer mais sobre o trabalho de Helena Medeiros Orsi como cosplayer, confira a página da estudante no Instagram  

**Para conhecer mais sobre o trabalho de Gaby Sá como cosplayer, confira a página da artista plástica no Instagram  




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