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Número de ambulantes cresce 14,9% em São Carlos em 2018

Alto nível de desemprego na cidade estimula o espírito empreendedor, segundo economista

| ACidadeON/São Carlos

Número de ambulantes cresce 14,9% em São Carlos em 2018
O número de ambulantes em São Carlos cresceu 14,9% no ano passado em relação a 2017. A alta pode estar relacionada ao nível de desemprego na cidade que estimula o espírito empreendedor, segundo o economista Paulo Cereda.

De acordo com a prefeitura, em 2017 a cidade tinha 87 profissionais autônomos trabalhando pelas ruas do Centro. Até o fim de 2018, o número chegou a 100.

Oportunidades
Segundo Cereda, a saída encontrada por muitas pessoas que entram nas estatísticas do desemprego é empreender, mas para ter sucesso é preciso enxergar as oportunidades.

"Criar para sair vendendo naquela linha do compre para me ajudar', a pessoa compra uma vez só. Agora se eu criar uma coisa que atenda à expectativa de ajudar o mercado e a pessoa que quer consumir, aí eu vou poder ter maior chance de êxito naquilo que eu estou fazendo", disse.  

Número de ambulantes cresce 14,9% em São Carlos em 2018


Desemprego
Situação que aconteceu na vida do casal de autônomos Ravena e Frederico de Simone. Quando ficou desempregado, ele decidiu ir às ruas para vender a receita caseira de balas de coco da esposa.

"Em 2015 a empresa teve uma baixa na produção e eu acabei sendo demitido", contou Frederico. 

Hoje, eles vendem as balas artesanais em uma bicicleta adaptada. O negócio deu tão certo que Ravena deixou o emprego para trabalhar com o marido nas ruas de São Carlos. O lucro equivale a toda a fonte de renda do casal.

"Relutei bastante, porque quando eu ia imaginar que bala de coco ia um dia se tornar nossa fonte de renda? Não dava para imaginar, mas deu certo", disse Ravena.  

Acidente de trabalho 
No caso do autônomo Anderson Francisco Romão, um acidente de trabalho foi o que impulsionou a ideia de vir para a cidade empreender.

Vindo de jaú, Romão agora vende chope em um perua no Centro, em eventos e outros lugares que tiverem público.

"Eu sempre trabalhei como carteira registrada, só que agora surgiu a oportunidade de trabalhar para mim. As responsabilidades dobram, porque você tem o seu horário, você cumpre ele dentro da empresa e pronto. Agora, daqui a gente tem que correr atrás dos eventos, dos pontos para a gente trabalhar", contou.

Falta de oportunidade 
A autônoma Lenira Domingos de Lima e Silva também precisou inovar para não ficar parada. Quando veio de Alagoas, em 2015, a então técnica de enfermagem não encontrou emprego.

Para pagar as contas, Lenira foi às ruas vender as tapiocas, que conquistaram o coração dos sãocarlenses.

"Eu tenho cliente que vai lá para o meu nordeste, aí come a tapioca lá. Aí quando chega aqui diz bem assim Lenira do céu, você é de lá, mas a sua tapioca aqui é melhor do que a de lá", contou. 

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