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Economia

São Carlos apresenta superávit de R$ 58 milhões em 2018

Investimentos em vários serviços públicos, como recapeamento e iluminação, devem acontecer em 2019 e 2020

| ACidadeON/São Carlos

Secretário oferece boas perspectivas para a economia municipal

 
Em coletiva realizada na manhã desta quinta-feira (7) e transmitida ao vivo para a população, através da página no facebook da Prefeitura Municipal, o secretário da Fazenda de São Carlos Mario Duarte Antunes falou a respeito das contas do município. Segundo Antunes, a cidade fechou 2018 em situação superávit e deve seguir investindo mais em serviços públicos nos próximos dois anos.  

O secretário relembrou a situação econômica da Prefeitura em 2017, quando a gestão do prefeito Airton Garcia assumiu o poder executivo. "Recebemos o município com muitas dificuldades financeiras. Os repasses de tributos caíram bastante, na época, por conta da recessão econômica do País", relembrou.  

Contudo, São Carlos recuperou a situação e quitou as dívidas deixadas em restos a pagar contas, principalmente, firmadas com fornecedores, deixadas pela última gestão e também junto a algumas instituições, como o INSS. Em relação a esta, a Prefeitura recuperou sua certidão e pode retomar empréstimos e firmar novas parcerias para investimentos.  

"Primeiro, nós verificamos as dívidas de longo prazo, quase 50 milhões de reparcelamentos, na maioria junto ao INSS, além de um valor muito expressivo de restos a pagar em curto prazo com fornecedores. De abril de 2017 até aqui, mantivemos as obrigações e temos a certidão do INSS e podemos receber recursos. Em 2018 a situação foi mais favorável, porque os problemas diminuíram. A secretaria trabalha por meio de uma evolução contínua. Nós subimos degrau a degrau, ano a ano, trabalho continuo com muita austeridade e com muita responsabilidade de nossos servidores", ressaltou.  

Antunes expôs os números de fechamentos das contas do município. Segundo o secretário, a prefeitura somou uma receita de R$ 780 milhões (somando as receitas de suas autarquias), com despesas de R$ 721 milhões, o que gerou um soldo positivo, ou superávit, de aproximadamente R$ 58 milhões.  

Funcionário público municipal de carreira, Antunos se animou ao falar dos resultados. "Em 2018, a prefeitura cumpriu o orçamento previsto, superamos o orçamento em R$ 8 milhões. Em quase 6 anos, eu nunca tinha visto isso aconteceu. O município sempre ficou abaixo do orçamento", disse.  

Recape  

Um dos pontos relembrados durante a coletiva de imprensa foi a questão dos recursos prometidos para a efetivação do recapeamento de São Carlos.
"Todo investimento, ou a grande maioria, precisa ser obtido externamente. Os munícipios não têm condições de investir valores vultuosos com valores de fonte 1 [dinheiro exclusivo de arrecadação interna]. Estamos buscando investimentos nas instituições financeiras, junto ao investe São Paulo, BNDES, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal", explicou.    

Foto: Divulgação

De acordo com as informações fornecidas, São Carlos já recebeu R$ 800 mil dos R$ 4 milhões recuperados de fundo perdido do governo do Estado de São Paulo. Além desse dinheiro, existe quase R$ 2,5 milhões próximos do programa estadual Desenvolve São Paulo, de um total de R$ 23 milhões prometidos pelo ex-governador Márcio França (PSB) e reforçados pelo atual João Doria (PSDB).  

Assim, as obras para o recapeamento das ruas da cidade devem continuar a passos lentos, porém com constância durante esta segunda metade do mandato de Airton Garcia.  

Outros serviços  

O secretário também falou que o serviço de limpeza pública já está em andamento e deve continuar, bem como outros pontos devem ser melhorados por meio de novos investimentos.  

Uma das metas é aprimorar e readequara a iluminação pública. Um empréstimo da ordem de quase R$ 8 milhões junto ao Banco do Brasil foi realizado para esse fim.  

"O munícipio não tem e não terá dificuldades em honrar os compromissos em longo prazo, porque as parcelas são de 100, 180 e até 200 e poucos meses. Nós fechamos 2018 com um endividamento de 25% da nossa receita corrente. É um número baixo, a resolução do senado federal permite até 120%. Nossa expectativa é subir para 30, 35 e até no máximo 40%", finalizou.

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