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Economia

Milhares de trabalhadores da Indústria seguem ativos na quarentena

Decreto estadual não prevê paralisação no ramo; só no setor metalúrgico são 10 mil trabalhadores na cidade

| ACidadeON/São Carlos

Foto: arquivo

As paralisações para evitar o avanço rápido do novo coronavírus pelo território nacional já atingiram comércios, empresas e outros ramos econômicos. Contudo, a indústria, em sua maioria, permanece ativa, já que muitos dos produtos são essenciais para o funcionamento da sociedade.  

Se levarmos em conta apenas o número de trabalhadores no ramo metalúrgico, são 10 mil pessoas que continuam a desempenhar suas funções neste momento em São Carlos. Ao mesmo tempo que alguns defendem a imposição de quarentena, outros demonstram medo e insegurança pelo emprego.  

Por isso, o Sindicato dos Metalúrgicos tenta negociações com os empresários a fim de medidas que possam resguardar a saúde do funcionário e manter a empresa íntegra. "A gente tem férias, banco de horas, podemos discutir vários recursos e várias formas junto ao empresariado", disse o presidente do sindicato Vanderlei Strano.  

De acordo com o presidente, muitas empresas estão tomando os devidos cuidados para com os trabalhadores, porém existem outras em que o funcionário se expõe a situação de risco, como aglomerações.  

"Os trabalhadores querem poder ficar em casa junto a suas famílias, querem cuidar da sua saúde, se proteger", afirmou.  
 
Vereador   

Vereador Roselei 


O vereador Roselei Françoso (REDE) irá solicitar a intervenção da Prefeitura de São Carlos para que todas as indústrias da cidade adotem a quarentena recomendada pelas autoridades de saúde com o objetivo de evitar a contaminação dos trabalhadores, e suas famílias, pelo coronavírus.  

"Já fui metalúrgico e sei que o ambiente dentro das fábricas coloca em risco os trabalhadores e, por consequência, suas famílias", destaca. Roselei disse que irá adotar a medida depois de ouvir o apelo do presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Carlos e Ibaté, Vanderlei Strano.  

"O Sindicato irá solicitar a intervenção dos prefeitos de São Carlos e Ibaté", diz Roselei, "farei minha parte ao protocolar uma indicação ao prefeito Airton Garcia apoiando a iniciativa e pedindo que estude a viabilidade da ação", completa.  

"Não dá para aceitar que trabalhadores no chão de fábrica fiquem se aglomerando, sujeitos a se contaminarem", disse Strano, em um vídeo postado no Facebook do Sindicato.  

De acordo com Roselei, as medidas adotadas até aqui pela Prefeitura de São Carlos devem ser elogiadas. "Foram vários decretos publicados e, além disso, a Operação Força Tarefa que fechou diversos estabelecimentos pela cidade", ressalta.  

Para o parlamentar, a situação dos grandes e pequenos empresários e da economia com um todo é muito difícil e os resultados destas paralisações ainda não podem ser medidos. "Por outro lado, precisamos, em primeiro lugar, preservar a vida, depois pensamos na economia", frisa.

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