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Economia

Abertura de novos negócios cai 34% em São Carlos

Com o comércio fechado há dois meses, pequenos empresários enfrentam dificuldades para obter crédito com juros baixos

| ACidadeON/São Carlos

Sem dinheiro no bolso. Foto ilustrativa
 

Entre o dia primeiro de abril e 5 de maio, o estado de São Paulo registrou queda de 72% na abertura de novos negócios, em comparação com o ano passado. Os dados fazem parte de estudo feito pelo Ipea Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada.  

Além do fechamento de alguns empreendimentos, especialmente os de pequeno porte, a pandemia da Covid-19 e os dois meses de queda nas vendas impediram a abertura de novas empresas.  

Segundo o gerente regional do Sebrae São Paulo, Elton Yokomizo, a queda na abertura de novos negócios é visível na região. "Os números não são os mais confortáveis com relação a abertura de negócios e a gente tem também que levar em consideração o fechamento de empresas. Toda essa equação que nos apresenta o cenário que estamos passando", disse.  

Apesar de todo o estado registrar queda nos novos negócios, na nossa região, a queda é diferente de uma cidade para outra. Em São Carlos, a redução foi bem maior do que em Araraquara. "Pensando em Araraquara e São Carlos, nós tivemos situações bem distintas. Nesse mesmo período da pesquisa, que engloba do início de abril até o começo de maio, o percentual em Araraquara foi na casa de 8% quando a gente fala da grande massa de abertura de empresas. Já em São Carlos foi bem maior essa queda, que gira em torno de 34%", explicou Yokomizo.  

Apesar do momento de crise trazer uma diminuição nos investimentos, o gerente regional do Sebrae ressalta que alguns pequenos empresários ainda estão tentando criar novos negócios, especialmente no setor de alimentação. "A gente tem sim ainda uma procura bastante grande de MEI [Microempreendedor Individual], não só procurando informações sobre o auxílio emergencial, mas também aquelas pessoas que perderam o emprego e precisam buscar uma fonte de renda para a família e vê no empreendedorismo a subsistência da família. "  

Para os pequenos empresários que vivem uma situação complicada depois de dois meses com os negócios fechados, uma solução divulgada pelos governos federal e estadual foi o acesso a empréstimos com juros mais baixos.  

Mas as regras para ter esses créditos fazem com que muita gente não consiga entrar nessas linhas especiais. Empresas com dívidas ou ainda que não conseguem ter fiadores ou dar garantias de bens pelo empréstimo não têm acesso aos programas especiais. "As informações que a gente tem não são boas. Micros e pequenos empresários têm enfrentado muitas dificuldades de acesso ao crédito. Mesmo porque esse procedimento, com relação a liberação de crédito, eles não modificaram. Houve uma modificação com relação a taxa de juros, houve uma queda na taxa, mas os procedimentos de acesso ao crédito, infelizmente, são os mesmos. Principalmente quando a gente fala sobre a necessidade da garantia real e, consequentemente, do cadastro positivo desses pequenos empreendimentos", disse.

Segundo Elton, embora existam mais linhas de crédito, os procedimentos de acesso não mudaram e as garantias solicitadas é que impedem que muitos consigam os empréstimos a juros menores. Mais de 60% das micro e pequenas empresas estão tendo esse tipo de dificuldade.  

No estado de São Paulo, além das linhas especiais divulgadas pela caixa, o Banco do Povo também oferece programas a micros e pequenos empresários.  

Quem tiver dúvidas sobre esses créditos e dicas sobre como passar por esse momento de crise, pode acessar os canais de atendimento do sebrae são paulo. O site é o sebraesp.com.br e o telefone é o 0800-570-0800. Pelo telefone, você informa a região e eles repassam então para os canais regionais.

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