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Economia

Primeiro dia de flexibilização do comércio tem grande movimentação

Em São Carlos (SP), alguns estabelecimentos retomaram as atividades nesta quinta-feira (28). Nas ruas, muitos consumidores e trânsito carregado

| ACidadeON/São Carlos

Primeiro dia de flexibilização do comércio tem grande movimentação. Foto: CBN São Carlos

Após mais de dois meses com lojas fechadas, o comércio de São Carlos (SP) retoma as atividades para diversos setores. Nesta quinta-feira (28), o movimento já era alto na região central.  

Com a flexibilização da quarentena, muitos moradores saíram de suas casas para aproveitar a abertura do comércio, que agora deve funcionar das 10h às 16h, em esquema de revezamento. Em dias pares, os setores de vestuário, sapatos, joalherias, acessórios, produtos esportivos, artigos para casa, móveis, colchões e lojas de variedade e artesanato.

Entre os consumidores, os dois lados da moeda: os que aproveitaram o tempo aberto para passear pela área central, e os que foram pagar as contas dos crediários atrasados devido ao fechamento das lojas por conta da pandemia. Mas mesmo assim, a preocupação continua.

"Vim fazer o pagamento porque já estava atrasado há muito tempo, como estava fechado não tinha como pagar. Estou um pouco preocupada, a situação é grave, a cada dia está piorando a situação. Tem que ser aos poucos mesmo e as pessoas precisam ter consciência. Usar álcool em gel, máscaras, manter distanciamento dos outros", disse a dona do lar, Sivalda Santos.

Entre os comerciantes, o sentimento é um misto de alivio e alegria. Depois de meses sem poder vender, as lojas retomam suas atividades gradativamente. Além disso, as lojas continuam atendendo por drive-thru e delivery.  

"É uma noticia que veio em um bom momento em que a gente estava todos preocupados, querendo o retorno o quanto antes, tomando as devidas precauções, mas querendo retomar", contou o gerente regional de uma loja de calçados, Claudio Rogerio Guimarães.  

O prejuízo foi grande, mas a expectativa de uma recuperação nos próximos meses é ainda maior. "Estamos de cabeça erguida e seguindo em frente. Creio que ainda em torno de 90 a 120 dias para conseguir recuperar o fôlego porque foi um impacto muito grande, mas estamos de cabeça erguida e seguindo em frente", comentou o gerente.

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