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Economia

Das 66 vagas na Casa do Trabalhador, 32 são ligadas à construção civil

Dado mostra aquecimento do setor, indica secretário do Trabalho e empresário do setor; concorrência tem aumentado a exigência por maior qualificação

| ACidadeON/São Carlos

Construção civil acelera contratações. Foto: Divulgação
Há vagas no setor da construção civil. A procura por trabalhadores qualificados ou com experiência tem aumentado na cidade nas últimas semanas, reflexo direto da maior movimentação dos canteiros de obras.

Em São Carlos (SP), 32 das 66 vagas anunciadas pela Casa do Trabalhador no final da tarde desta quarta-feira (7) têm ligação direta à construção: são postos para pedreiros, assentador de porcelanato, assentador de pastilhas, encarregado de obras, operador de central de concreto, servente de obras e ajudantes.

A movimentação do mercado de trabalho da construção já aparece nos dados oficiais do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia. No primeiro bimestre de 2021, foram 142 postos abertos, repartidos entre as áreas de construção de edifícios, infraestrutura e serviços especializados.

E o movimento do mercado deve intensificar-se nos próximos meses, a depender do andamento da pandemia de Covid-19. Diversos empreendimentos estão engatilhados, esperando a reabertura econômica para movimentar showrooms e canteiros de obras, segundo José Pedro Donadon, diretor comercial de um dos players da cidade.

"Vamos ter que aguardar a melhora do cenário (da pandemia) aqui para voltarmos com menos restrições à circulação, daí retomarmos esses investimentos. Creio que até o final do ano nós iremos seguir contratando bastante e aumentando o número de funcionários", vaticina.

Apesar do cenário incerto, as construtoras da cidade aproveitaram a "janela" do final do ano passado, quando a pandemia havia arrefecido, para promover lançamentos na cidade. Isso garantiu o início dos trabalhos em alguns canteiros em diversos pontos da cidade.

A movimentação no mercado não deriva somente da construção de prédios. Há movimentação também em pequenas obras, segundo o secretário municipal de Trabalho, Emprego e Renda, Orlando Mengatti Filho, o Nino Mengatti. A maior convivência no ambiente doméstico tem demandado melhorias para bem-estar.

Apesar da procura por pequenos reparos, é grande a disputa pelos empregos com carteira assinada. São trabalhos que dão certa estabilidade financeira, algo importante em tempos de economia andando de lado. De acordo com Mengatti, cada vaga na Casa do Trabalhador é disputada por cinco profissionais com qualificação, sem contar os que tem pouca especialização e acabam ficando de fora da concorrência.

"A mão de obra que está vindo para esse setor da construção civil é qualificada e muitas vezes estava sem a carteira registrada, trabalhando por conta", relata Mengatti.

Novas tecnologias, materiais e métodos construtivos colocado o sarrafo cada vez mais alto para os candidatos. O setor tem exigido novas habilidades e maior produtividade. Cada vez mais profissionais já sabem fazer o básico e a atualização constante conta pontos na hora da contratação, segundo Donadon.

"Hoje a pessoa que está à procura de serviço, ela tem que investir em sua qualificação, na especialização". "Em obras como as nossas que são de grande porte e focadas no segmento de baixa renda é necessária muita produtividade, senão a conta não fecha. E claro que isso passa pela mão de obra", explica o empresário.

A produtividade não se resume a quantos metros quadrados um assentador de porcelanato faz em um expediente. Vai muito além e contabiliza a qualidade do trabalho feito. Inclui ainda minimizar prejuízos com desperdícios.

Em São Carlos há cursos de qualificação disponíveis na própria Secretaria do Trabalho, segundo o titular da pasta. Há cursos para pedreiros, pintor, azulejista e eletricista. O município tem parceria com o Sebrae. Interessados podem procurar a secretaria pelos telefones (16) 99614-4751 e (16) 99639-2672.


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