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Economia

Mercado de trabalho diminui ritmo em São Carlos, mas se mantém no azul

Comércio, porém, teve resultado negativo, com diminuição do número de trabalhadores; indústria, serviços e construção puxam alta

| ACidadeON/São Carlos

Movimento no centro de São Carlos (SP) no primeiro dia de reabertura do comércio. Foto: CBN São Carlos
O mercado de trabalho de São Carlos se manteve aquecido em março, embora o comércio tenha apresentado resultado negativo no mês.

Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta quarta-feira (28), o município gerou 168 vagas. O saldo vem com a contratação de 2.707 pessoas e a demissão de 2.539. O município possui 75.981 empregos com carteira assinada. No trimestre o resultado foi de 1.899 vagas abertas no município.

O Caged, do Ministério da Economia, representa a parte formal do mercado de trabalho. O sobe e desce dos números de empregados e desempregados mensura parcialmente os humores e pode indicar maior ou menor atividade econômica na localidade. O país ainda conta com outros indicadores de atividades do emprego, como a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), que mensura também os empregos sem registro, os informais.

Em recorte dos dados do Caged por atividade econômica, o comércio foi o que apresentou o pior resultado, com o fechamento de 68 vagas nos 31 dias do mês passado. Em fevereiro o setor contabilizara saldo de 76 postos.

Todos os outros setores apresentaram desempenho pior do que em fevereiro, mas ainda positivo. No mês passado, o saldo global ficou em 1.024. O resultado, anunciado como sendo de 1.051 na época da divulgação foi reajustado para baixo após notificações de desligamentos na cidade.

Entre os resultados positivos, a indústria saiu na frente, com 94 postos de trabalho criados. O setor de serviços teve 84 de saldo e a construção civil, que continua a demonstrar força, contou 72 vagas. Por fim, a agropecuária, com apenas quatro postos criados, fecha a lista.

Ocupações
No cômputo de ocupações, o resultado do comércio contaminou os saldos de contratações de trabalhadores de serviços, vendedores em lojas e mercados. No geral, foram 114 postos perdidos no mês passado.

As atividades de serviços administrativos também registraram perda de massa de trabalhadores, com redução de 50 postos de trabalho. Na outra ponta, entre os resultados positivos estiveram os serviços de reparação e manutenção (+89) e trabalhadores da produção de bens e serviços industriais (+140).

Mulheres e idosos em desvantagem
Os números do Caged de março revelam desvantagem para as mulheres no mercado de trabalho, situação que tem se mostrado em maior intensidade durante a pandemia de Covid-19. No terceiro mês do ano, o saldo masculino ficou em 371, enquanto o feminino apresentou resultado negativo em 203.

Em divisão por faixa etária, houve desvantagem para trabalhadores com mais de 50 anos, com fechamento de 31 postos. Na outra ponta, houve contratação com maior intensidade de trabalhadores com 24 anos ou menos, com 99 postos criados. As outras faixas de idade revelam contratações: 25 a 29 anos (+61), 30 a 39 anos (+4) e 40 a 49 anos (+35).

Em outro prisma, que avalia contratação por nível educacional, o Caged mostra preferência por trabalhadores com ensino médio incompleto ou completo (+95) e com ensino superior, mesmo que incompleto (+80). Na outra ponta houve retração do mercado entre pessoas analfabetas ou com grau de instrução fundamental (-7).


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