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Economia

Trabalhadores da Volks entrarão em férias coletivas, diz sindicato

Cerca de 450 dos 900 funcionários trabalham na planta são-carlense deverão ficar em casa em férias coletivas

| ACidadeON/São Carlos

Fábrica da Volkswagen em São Carlos. (Foto: Divulgação)
A paralisação das atividades da fábrica de motores da Volkswagen em São Carlos (SP) deve atingir centenas de trabalhadores, segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de São Carlos e Região. Pelo menos a metade dos funcionários entrará em férias coletivas por conta da medida.

A cessão temporária da fabricação acontece por falta de semicondutores. Além da unidade local, plantas de São Bernardo do Campo (SP) e São José dos Pinhais (PR) também ficarão paradas.

Cerca de 450 dos 900 funcionários trabalham na planta são-carlense deverão ficar em casa em férias coletivas, segundo Júlio Henrique da Silva, trabalhador da Volks e tesoureiro do sindicato.

"Aqui na planta de São Carlos há dois grupos de pessoas (em férias). Um entra a partir do dia 14, 110 funcionários, e outro grupo, de 300 pessoas, entra em férias no dia 21", comenta.

Apesar de fora de programação, as férias coletivas são menos danosas para os trabalhadores do que outras medidas que a empresa poderia ter tomado.

"É ruim porque mexe com a vida dos trabalhadores de surpresa, ninguém estava esperando, mas férias coletivas é melhor do que outras medidas que a fábrica poderia vir adotar, como layoff, suspensão do contrato de trabalho, enfim, férias coletivas, a princípio, é a melhor atitude que a fábrica toma neste momento", opina.

Cenário de agravamento
A paralisação da rede de mundial de suprimentos por conta da pandemia de Covid-19 represou parte da demanda por semicondutores, materiais conhecidos como chips. Com a volta das atividades em países com a vacinação mais avançada, houve uma alta na procura, desabastecendo mundialmente a indústria.

Segundo a Volkswagen, a operação brasileira tem trabalhado, junto à matriz e fornecedores, para "minimizar os efeitos da escassez de semicondutores para a produção em suas fábricas no Brasil".

"Entretanto, o cenário atual não demostra o encaminhamento para uma solução definitiva visando a normalização do fornecimento de chips. Ao contrário, há sérios riscos de agravamento dessa situação nas próximas semanas".

A empresa não descartou futuras paralisações caso o cenário global de fornecimento de semicondutores permaneça crítico, segundo a empresa, "impactando diretamente as atividades de produção da empresa no Brasil".


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