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Em São Carlos, gás deve ganhar novo preço na 4ª, estimam revendedores

Tem revenda que projeta R$ 122 após remarcação; chegada de novos carregamentos de botijões definirá o tamanho do reajuste

| ACidadeON/São Carlos -

Gás vai ficar ainda mais caro em São Carlos (Foto: Michelle Souza / CBN Ribeirão)
Depois do aumento nos combustíveis, o são-carlense deve preparar o bolso para o reajuste do botijão de gás. Já anunciado pela Petrobras, o novo preço deve chegar aos consumidores na cidade na quarta-feira (13), na volta do feriado de Nossa Senhora Aparecida.

Levantamento feito na última quarta (6) pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aponta que o preço médio do botijão de 13 kg estava em R$ 105. Na cidade, havia variação entre R$ 96,90 e R$ 117 na semana passada.

Para a quarta-feira, revendedores ouvidos pelo ACidade ON São Carlos apontam que devem chegar novas remessas de botijões já com o valor reajustado. Em um dos pontos de revenda, o combustível domiciliar deve passar de R$ 108 para R$ 113. Em outro, de R$ 115 para R$ 122.

O reajuste médio, de acordo com a Petrobras, ficou em R$ 0,26 por kg de gás liquefeito de petróleo.

O novo aumento do gás deve piorar ainda mais as condições de vida da população, segundo o economista Claudio Paiva. Para ele, há cidades em que o preço poderá ir à R$ 135.

"O botijão de 13 kg ficou 7,2% mais caro nas distribuidoras e chega com fortes variações por cidades", afirma Paiva, que emenda: "A inflação de setembro, de 1,16% ao mês, uma das maiores desde o Plano Real, e quando colocamos para 12 meses, o acumulado é de 10,25%. Esse resultado é decorrente da alta da energia, combustíveis, carnes e por último o gás, justamente a última elevação que teve".

Apesar de famílias terem substituído o gás por etanol ou lenha, o economista afirma fugir da recomendação comum de colegas de buscar um substituto na atual conjuntura.

"Sempre que entrevistam economistas eles falam de bem substituível. Se não der manteiga, compra margaria. Não dá carne de boi, vai frango. E frango não dá, vai ovo. No momento, há dificuldades para comprar ovo, dada a perda de renda dos trabalhadores que estão empregados. Imagine os 13,7 milhões de desempregados e os 6 milhões de desalentados que sequer têm dinheiro para comer", reflete.

Por fim, Paiva recomenda o "arroz e feijão" que grande parte dos países do mundo estão fazendo: garantir a retomada econômica e a geração de empregos. "Aqui temos como foco fundamental segurar a inflação. Mesmo com os indicadores piorando, o Banco Central aumenta o juro, ou seja, piora a geração de empregos e todas as condições de sobrevida das pessoas", critica.

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