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economia

Honda abre plano de demissão voluntária na fábrica de Itirapina

Sindicatos se mostraram contrários à medida e vão fazer assembleia geral nas duas fábricas de automóveis paulistas

| ACidadeON/São Carlos -

Honda abriu plano de demissão. Foto: Divulgação
A Honda abriu um Plano de Demissão Voluntária (PDV) para trabalhadores das plantas de Itirapina e Sumaré. O programa foi aberto no último dia 8, segue até o dia 29 de outubro e é criticado por sindicatos que farão assembleias nas duas unidades entre quinta (14) e sexta-feira (15).

A montadora japonesa confirmou a informação em nota.

O Sindicato dos Metalúrgicos de Limeira, Rio Claro e Região (Intersindical), que representa os trabalhadores de Itirapina, tem posição contrária ao plano de demissões. Em Itirapina, a Honda mantém 1.100 funcionários. Já a planta de Sumaré teria cerca de 2 mil.

Para José Carlos Pinto de Oliveira, diretor sindical, o PDV atende somente às necessidades da empresa, "que busca reestruturação e redução do quadro funcional e estimula a saída de trabalhadores das fábricas".

No plano apresentado aos sindicatos, a Honda teria proposto, além das verbas rescisórias, o pagamento de valor equivalente a 12 salários (sendo nove nominais mediante ao atendimento do cumprimento dos critérios de segurança, qualidade e produção), R$ 250 no cartão alimentação pelo período de seis meses e convênio médico por um ano para demissionários e dependentes.

"Os sindicatos são contra os procedimentos, que significam desemprego, aparentemente por decisão do trabalhador. O funcionário, no fundo, está aceitando o desemprego, mesmo com verba rescisória maior", critica.

Os dois sindicatos vão buscar o posicionamento dos representados nos próximos dias. Assembleia geral será realizada em Itirapina na sexta, por volta das 5h30. Em Sumaré a reunião será na véspera, no mesmo horário.

O que diz a Honda
A montadora confirmou que abriu PDV, mas negou haver meta de adesão. "O foco é atender, por meio do PDV, os colaboradores que têm enfrentado dificuldades para a transferência ou não se adaptaram à região de Itirapina", afirma a empresa.

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