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economia

UFSCar é a 32ª maior depositante de patentes do país

Para diretor, a presença da universidade no ranking mostra que, apesar dos cortes e das dificuldades enfrentadas pela instituição, a produção tem sido maior nos últimos anos

| ACidadeON/São Carlos -

UFSCar de São Carlos desenvolve novos testes para Covid-19. Foto: Leticia Tsuruda da Cunha/Divulgação
A Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) está na 32ª posição do ranking de maiores depositantes de patentes no Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI) em 2020. A lista dos maiores solicitantes de patentes nacionais foi divulgada no começo deste mês.

Segundo a autarquia federal, a UFSCar depositou 17 pedidos de patentes no ano passado. Está em empate com a Universidade Federal do Pará em quantidade de produção. Entre as que atuam no Estado de São Paulo, a Unesp é a melhor colocada, na quinta posição. A USP, que conta com campus em São Carlos, está na sétima.

De acordo com o diretor da Agência de Inovação da UFSCar, Rafael Vidal Aroca, o número de patentes que têm a participação da federal e foram protocoladas no ano passado é ainda maior. Foram 26 pedidos entre os feitos pela própria UFSCar e os parceiros, cujas patentes não entraram nas estatísticas do INPI.

"O ranking só considera os depósitos feitos pela própria UFSCar, mas temos outras patentes que fizemos junto com a USP e eles enviaram, ou outros em que a Embrapa enviou", explica.

Para o diretor, a presença da universidade no ranking mostra que, apesar das dificuldades enfrentadas pela instituição, a produção tem sido maior nos últimos anos. Desde 2017, o número de patentes saiu de sete e chegou aos atuais 26.

"A patente serve para facilitar que uma tecnologia vá para o mercado, para a sociedade, através de uma empresa parceira, que quando tem lucro repassa uma pequena quantidade para a universidade", afirma.

Entre as inovações que saíram da UFSCar estão diversos tipos de testes de Covid, prótese ocular, testes de câncer de cabeça e pescoço e de Alzheimer, detecção de cancro cítrico e biossensor de Covid-19.

"Temos o caso do material de prótese ocular, o papel sintético reciclável mais leve do que o papel normal. Temos vários casos de tecnologias que ajudam a sociedade através de uma empresa que usa a nossa patente e coloca no mercado", explica.

Aroca ressalta que o registro da patente não é garantia de que ela vai ser licenciada. Apesar disso, a taxa de licenciamentos tem sido alta na UFSCar, o que demonstra interesse das empresas nas invenções locais.

No ano passado, os royalties pagos pelas invenções da UFSCar renderam à universidade R$ 1,82 milhão. Grande parte dos recursos chegaram por meio de pagamentos de direitos sobre cultivares de cana-de-açúcar (R$ 1,63 mi) e alface (R$ 69,8 mil). Já os direitos sobre patentes, marcas e software somaram R$ 118,6 mil, o maior valor desde 2010.

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