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Entenda o aumento de até 64% nos valores das bandeiras tarifárias

Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a alta reflete a inflação e o maior custo de usinas termelétricas; valores entrarão em vigor em 1º de julho

| ACidadeON/São Carlos -

Medida não deve encarecer contas de luz neste momento. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou na terça-feira (21) o reajuste de até 64% no valor das bandeiras tarifárias, que são as cobranças extras que aparecem na conta de luz em casos de escassez hídrica ou outro fator que aumente o custo de produção de eletricidade.

Os aumentos não devem encarecer a conta de luz porque desde abril a bandeira tarifária está verde, que impede a cobrança adicional. A tendência, segundo a agência, é que a bandeira verde permaneça até o final do ano, mas a cobrança pode voltar em 2023.

Os valores das taxas extras entrarão em vigor em 1º de julho e serão revisados em meados de 2023. Segundo a Aneel, a alta reflete a inflação e o maior custo com as usinas termelétricas em 2022, acionadas em momentos de crise hídrica.

Veja os novos valores das bandeiras tarifárias:

Bandeira verde: sem cobrança adicional;

Bandeira amarela: de R$ 1,874 para R$ R$ 2,989 a cada 100 kWh consumidos (+59,5%);

Bandeira vermelha patamar 1: de R$ 3,971 para R$ 6,500 a cada 100 kWh consumidos (++63,7%);

Bandeira vermelha patamar 2:
de R$ 9,492 para 9,795 a cada 100 kWh consumidos (+3,2%).

A Aneel divulga mensalmente a cor da bandeira tarifária que entrará em vigor. Para julho, segundo a agência, o anúncio será feito nesta sexta-feira (24).

O que são as bandeiras tarifárias?
O sistema de bandeiras tarifárias sinaliza o custo real da energia gerada, possibilitando aos consumidores o bom uso da energia elétrica. Além disso, esse custo é pago de imediato nas faturas de energia, o que desonera o consumidor do pagamento de juros da taxa Selic sobre o custo da energia nos processos tarifários de reajuste e revisão tarifária.

A estimativa da Aneel é que a criação das bandeiras gerou uma economia de R$ 4 bilhões aos consumidores de todo o país, porque evitam a incidência de juros sobre os custos de geração nos momentos menos favoráveis.

As bandeiras permitem ao consumidor se programar e ter um consumo mais consciente. Se a bandeira está vermelha, ele sabe que é conveniente economizar, ter um consumo mais consciente e evitar o desperdício de água e energia. 

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