
Vinte e três em cada mil declarações do Imposto de Renda da região de São Carlos e Ribeirão Preto caíram na malha fina da Receita Federal neste ano. São 13.926 planilhas com algum tipo de inconsistência flagrada pelo órgão e que demandam correções por parte dos contribuintes.
Os dados são da Receita Federal e mostram que parte dos contribuintes cometem erros, ainda que básicos, na hora de preencher a documentação e têm problemas com o Leão.
Uma das situações que levam ao bloqueio da restituição (quando há) é quando uma mesma pessoa é apontada como dependente em duas declarações diferentes, segundo o contador Matheus Viol, do escritório Check.
“É um fator que ocorreu muito. As pessoas que não têm conhecimento e informa o mesmo dependente em declarações separadas. Isso faz cair na malha fina”, comenta.
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Rendimentos obrigatórios que são ignorados na hora de declarar também causam problemas junto à Receita Federal. Na região, 46% das retenções foram causadas por omissão. Deduções na base de cálculo, como despesas médicas são responsáveis por 19,8% dos bloqueios. Divergências no valor do imposto entre o que consta na declaração e o que foi aferido pela receita somam 24,98%. Há, ainda 9% que ocorrem por deduções do imposto devido, recebimento de rendimentos acumulado e divergência entre o pagamento do carnê-leão e imposto complementar.
“[O contribuinte] vai ter que averiguar o que de fato aconteceu [com a declaração]. A minha orientação é que procure um contador para que consiga resolver o problema, de acordo com a situação”, afirma Viol.
Para quem caiu na malha fina, uma última dica é buscar o Centro Virtual de Atendimento (e-CAC) e verificar as pendências. (clique aqui) O contribuinte deverá, então, enviar uma declaração retificadora e esperar pelos próximos lotes residuais.
Dica para 2023
Para evitar afobação em uma eventual entrega da declaração em cima da hora, o contador aconselha que o contribuinte faça a lição de casa ao longo do ano. A dica vale para o Imposto de Renda 2023, para evitar que seja vítima da malha fina novamente.
“Uma pessoa que se planeja durante o ano tem risco menor de cair na malha fina”, conclui.
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