O Serviço de Previdência Social do Município de Araras (Araprev), fundo que gere a aposentadoria de servidores municipais, pode perder R$ 34 milhões em rendimentos e aplicações financeiras com a liquidação extrajudicial do Banco Master, determinada pelo Banco Central nesta terça-feira (18).
A autarquia teria investido R$ 29 milhões em LFs (Letras Financeiras) da instituição. Segundo a Araprev, os ativos representam apenas 6,2% dos investimentos totais do fundo previdenciário.
Os servidores públicos de Araras não são os únicos que devem ter prejuízo com a quebra do Master. Sistemas previdenciários de Cajamar, São Roque, Santa Rita d’Oeste e Santo Antônio da Posse também podem perder valores. Juntos, os fundos públicos somavam R$218 milhões investidos em títulos de renda fixa do Banco Master, que foram objeto de apontamento por parte do Ministério Público de Contas do Estado de São Paulo.
Com a quebra do Master, o FGC (Fundo Garantidor de Créditos) garante a cobertura de prejuízos – tanto de pessoas físicas como jurídicas – com teto máximo de R$ 250 mil por investidor.
O que diz a Araprev
Por meio de nota, a Araprev informou que acompanha a decisão do BC que determinou a liquidação do Banco Master:
“A autarquia esclarece que mantém posições em Letras Financeiras (LF) emitidas pelo Banco Master, em conformidade com a legislação vigente (…) e de acordo com a política de investimentos aprovada pelo Conselho Municipal de Previdência. As aplicações foram feitas em 4 de março (R$10 milhões), 23 de maio (R$14 milhões) e 9 de dezembro (R$5 milhões) de 2024, somando R$29 milhões. Com os rendimentos contratados, o valor, em outubro, estaria em pouco mais de R$ 34 milhões. A Araprev aguarda as orientações e procedimentos que serão definidos pela massa liquidante nomeada pelo Banco Central, responsável por apresentar fluxos, prazos e informações oficiais sobre o processo”, disse a autarquia.
Investigações sobre o Banco Master
O presidente do Banco Master, Daniel Vocaro, foi preso pela Polícia Federal no Aeroporto Internacional de Guarulhos. Ele pretendia fugir do país para Malta em um avião particular.
Investigações que começaram ano passado apontaram que o banco oferecia aos clientes CDBs (Certificado de Depósito Bancário) com promessa de rentabilidade muito mais alta do que a praticada no mercado financeiro, sem comprovação de liquidez futura, chegando a oferecer pagamentos de 140% do CDI, indexador atrelado à Taxa Selic.
O banco registrou a aplicação do dinheiro em títulos inexistentes. Os papéis foram repassados a outras instituições. Os donos do banco também negociavam a venda do Master a compradores internacionais.
Agora, o BC colocou o banco sob regime administrativo especial de 120 dias e decretou a liquidação (fim das operações) do conglomerado.
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