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São CarlosEconomiaLaboratório da UFSCar quer catalogar linhagens de leveduras usadas na produção de etanol

Laboratório da UFSCar quer catalogar linhagens de leveduras usadas na produção de etanol

Contaminação por leveduras inadequadas ocasiona, muitas vezes, a paralisação da produção de etanol nas usinas

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Estudo da UFSCar vai usar a tecnologia para identificar as leveduras usadas nas usinas de etanol. O objetivo é detectar as linhagens mais eficazes para o setor sucroenergético.

A pesquisa será realizada no Laboratório de Bioquímica e Genética Aplicada da UFSCar e utilizará nova tecnologia desenvolvida na Universidade de Campinas para a catalogação.

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Atualmente, a indústria de etanol utiliza leveduras já conhecidas e estabelecidas no mercado, como a CAT 1 e a Pedra 2. Porém, muitas vezes, elas são sobrepostas e o processo é dominado por outras leveduras que chegam com a própria cana-de-açúcar, o que reduz a capacidade de produção nas usinas.

“Será possível atender as usinas de forma personalizada e nosso laboratório está preparado para isso. Ao longo da safra conseguiremos identificar qual levedura domina o processo na usina, produzi-la industrialmente e usá-la na produção do etanol”, afirma o professor Anderson Ferreira da Cunha, coordenador do Laboratório de Bioquímica e Genética Aplicada da UFSCar.

A técnica PCR – que todo mundo ouviu falar na época da pandemia – é mais barata do que a cariotipagem – a forma antiga, mais cara e demorada – e permite identificar linhagens com mais precisão.

A contaminação por leveduras inadequadas ocasiona, muitas vezes, a paralisação da produção de etanol nas usinas, o que envolve a produção de cerca de 1 milhão de litros de etanol por dia.

“Se a usina começar a produção da safra com a linhagem predominante, o processo produtivo será mais estável. Também será possível antever quando a levedura não adequada predominar sobre o processo e adicionar, no momento certo, a linhagem mais eficiente, prevenindo prejuízos”, disse o professor da UFSCar.

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Antes da atual pesquisa, UFSCar e Unicamp se uniram em experimento colaborativo que obteve um banco de leveduras com 500 linhagens diferentes.

O novo trabalho junto às usinas poderá contribuir também com a identificação de linhagens adequadas e interessantes para serem usadas em outras áreas para além do etanol, como para pães e vinho, por exemplo. “Hoje temos linhagens que foram isoladas, no processo de produção de etanol, e serão usadas para a produção de cerveja pelos seus compostos aromáticos”, disse o pesquisador da UFSCar.

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