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São CarlosEconomiaSão-carlenses têm R$ 467 milhões "pendurados" no Serasa

São-carlenses têm R$ 467 milhões “pendurados” no Serasa

Para economista, desemprego, altas taxas de juros e falta de educação financeira acabam colocando consumidores na “cilada” do endividamento e inadimplência

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Situação econômica agrava inadimplência em São Carlos. (Foto: Divulgação)
Situação econômica agrava inadimplência em São Carlos. (Foto: Divulgação)

Moradores de São Carlos têm mais de R$ 467 milhões em dívidas inadimplentes cadastradas no Serasa, mostra levantamento feito pelo bureau de crédito a pedido do acidade on.

O crescente número de brasileiros inadimplentes tem se tornado um problema para a economia nacional, uma vez que o nome negativado junto a bureaus de crédito impede a obtenção de empréstimos que poderiam ajudar os endividados a saírem da crise financeira.

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Na Capital da Tecnologia, a 84 mil consumidores têm algum tipo de inadimplemento cadastrado no Serasa. O número representa quase 1/3 da população. O problema para a economia local pode ser ainda maior, uma vez que consumidores podem ter o nome negativado em outras agências, como o Boa Vista Serviços (antigo SPC), segundo o economista Cláudio Paiva.

“A situação pode ser um pouco mais grave do que esta. (…) Mas o mais significativo é que o endividamento está alto tanto em São Carlos quanto em Araraquara. As famílias estão muito endividadas, inclusive, por algumas causas estruturais”, explica.

De acordo com o Serasa, são 346.812 dívidas vencidas cadastradas no sistema. O valor médio das dívidas é de R$ 1.347. Já o valor médio devido por consumidor é de R$ 5.538, acima dos R$ 4.612 calculados em nível nacional.

O bureau de crédito não apresentou o perfil das dívidas dos consumidores são-carlenses, mas de maneira geral, pendências com bancos e cartões de crédito lideram os cadastros. Só os cartões representam 29,6% das dívidas nacionais. Os altos juros cobrados no mercado acabam gerando o efeito “bola de neve”, tornando dívidas antes administráveis em impagáveis.

Pesquisa realizada pela Fundação Procon-SP realizada em fevereiro ilustra a situação. A taxa de juros equivalente média do cheque especial está em 150,56% ao ano. Considerado “mais barato”, o empréstimo pessoal está em escorchantes 142,38%. Já a taxa do rotativo do cartão de crédito de grandes bancos fica entre 300% e 500% ao ano.

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“A taxa de juro real no Brasil é muito elevada. Então, qualquer endividamento que você tem automaticamente é um detalhe para ir à inadimplência. O trajeto do endividamento para a inadimplência é muito rápido no Brasil”, avalia o economista.

Entre outras causas do inadimplemento alto estão o desemprego e o rebaixamento de renda que ocorre quando o trabalhador sofre quando encontra uma vaga. “Quem consegue voltar [a trabalhar], volta com salários mais baixos”.

“Isso sem falar nas causas estruturais, como falta de educação financeira e facilidade em encontrar cartões de crédito no mercado”, emenda.

IMPLICAÇÕES LOCAIS
Com menos consumidores com o “nome limpo”, os setores do comércio e de serviços acabam sendo os maiores prejudicados na cidade. Parte das vendas são feitas com carnê ou a prazo, modalidades bloqueadas para quem tem o “nome sujo”.

Iniciativas têm surgido para trazer a população inadimplente “de volta” para o consumo. A Serasa, por exemplo, está promovendo o Feirão Limpa Nome. O governo federal, por outro lado, lançará nesta semana o Desenrola, que deve beneficiar cerca de 40 milhões de pessoas.

“Acho que isso vai ajudar na melhora das expectativas dos empresários, porque na atual situação, eles não têm como receber mesmo. É quase que uma bala de prata para recuperar dívidas quase que consideradas como perdidas”, relata.

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