
São Carlos registrou avanço nas transações comerciais entre janeiro e novembro do ano passado, mostra balanço do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio. O município transacionou, entre importações e exportações, nos 11 meses, US$ 881,88 milhões, o equivalente a R$ 4,7 bilhões.
A alta nas transações foi puxada pelo avanço das importações, o que deixou o saldo comercial do município no vermelho. Ao longo do período divulgado, São Carlos teve saldo negativo em 27 milhões (R$ 145 mi).
No campo das importações, a cidade comprou US$ 454,5 milhões (R$ 2,4 bi) entre janeiro e novembro, total 15,7% maior do que no mesmo período do ano passado. China e Estados Unidos dividem a primeira posição entre os principais fornecedores, com ambos representando 22% do volume total; a Alemanha é a terceira colocada, com 11%.
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Entre as exportações, São Carlos vendeu US$ 427,4 milhões (R$ 2,3 bi), 5% a menos do que em 2021. O principal destino dos produtos fabricados na Capital da Tecnologia são Estados Unidos (26%), Argentina (19%) e México (9,7).
No resultado combinado (corrente), em que são somadas importações e exportações, os Estados Unidos é o maior parceiro comercial de São Carlos e representa 24% das transações feitas pelas empresas do município. São US$ 208 milhões (R$ 1,1 bi) em negócios realizados, aumento de 47,1% sobre o resultado do mesmo período do ano passado. A China é a segunda colocada, com 11% e US$ 101 milhões (R$ 542 mi) (-4,6%).
Exportação de motores lidera
Os envios de cargas de motores são responsáveis por 23% das exportações são-carlenses entre janeiro e novembro. Apesar da forte participação, houve redução de 42,4% nas transações envolvendo a mercadoria para US$ 99,4 milhões (R$ 534 mi).
O segundo produto mais importante em termos de exportação são os lápis, minas e gizes para escrever ou desenhar, com 19% do total remetido ao exterior. São US$ 81,8 milhões (R$ 439 mi), o que representa 16,9% a mais do que a soma do mesmo período do ano passado. Na terceira a colocação estão as bombas e compressores de ar, vácuo ou outros gases e ventiladores exaustores, com participação de 15% na pauta de exportação local, com US$ 66,2 milhões totais (R$ 355 mi), alta de 10,9%.
Indústria automotiva presente na importação
A força da produção de motores no município, que conta com uma fábrica da alemã Volkswagen, tem reflexos nas importações. Partes de motores, veios de transmissão, mancais e virabrequins somam perto de US$ 100 milhões (R$ 537 mi) e 22% das compras. Na terceira colocação estão outras obras de ferro e aço, também relacionada à metalurgia, com 5% e US$ 22,9 milhões (R$ 22,9 mi) em importações.
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